A Culpa É das Estrelas – Resenha

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Título: A Culpa É das Estrelas

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2012

Páginas: 313 p.

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Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

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Hazel Grace, uma garota de 16 anos, está em fase terminal. Foi diagnosticada com câncer aos 13 anos e por um “Milagre”, acabou sobrevivendo. Vive graças aos tubos conectados por seu corpo, mas aguarda por sua morte a qualquer momento. Enquanto isso, lê seus livros, maratona séries, frequenta a universidade e vai a um encontro na igreja para pessoas com doenças como a dela: o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. E é neste grupo que conhece Augustus Waters, 17 anos, futuro amor da sua vida.

Confesso que estava receosa de ler este “clássico do drama adolescente moderno”. Digo isso porque é de conhecimento geral a existência desse romance, e mesmo que você não tenha lido ou visto o filme, com certeza já ouviu falar. E este fato foi o que me motivou a ler – para tirar minhas próprias conclusões: se o livro merece essa “babação” extrema ou não.

Sinceramente, drama não é meu estilo literário favorito, mas, caso fosse, acho que A Culpa é das estrelas atenderia ao mínimo pedido por um drama. John Green conseguiu emocionar ( não tanto assim, mas um pouco sim ) e fazer a leitura fácil e fluída. É um daqueles livros que conseguimos ler em uma madrugada, pois não é enjoativo e realmente queremos saber o que acontece no final, apesar dos spoilers que muitos já nos deram ( se você não levou um, considere-se sortudo).

Sobre os personagens: gostei do jeito que o autor os desenvolveu. Para mim, Hazel no início deu certo desconforto, mas depois me acostumei com ela e passei a gostar da mesma. Talvez, sem querer, tive pena dela. Depois que compreendemos sua realidade fica meio difícil não ficar triste.

Gus foi o ponto alto do livro. Meninas veneram ele e não é sem razão – o cara é um galã. Na minha opinião, o autor focou demais nisso e acabou não falando muito sobre seu PASSADO, o que eu queria saber bem mais. O que ele fala para Hazel não é suficiente, e não sei se era esse o propósito do autor no final, nos fazer querer saber mais e sentir que não podemos, que somos incapazes. Se foi, então conseguiu.

Gostei muito da mãe da Hazel, é uma daquelas personagens que nos fazem lembrar nossa própria mãe. O autor trabalhou muito bem os pais dela e sua dor em poder perder a filha a qualquer momento. Nota dez.

A única personagem realmente inútil foi a Kaitlyn. Sério, eu entendi a intenção do autor de colocar uma amiga na vida de Hazel, mas ela é extremamente superficial. Só está ali por estar. E eu realmente acho que não seria o tipo de amiga de uma garota com câncer, intelectual e com crises existencialistas.

Não mudaria muita coisa no livro. O fato da a trama se basear em Hazel e Gus desejando saber o final de seu livro favorito, ”Uma aflição imperial”, me entreteu bastante, e sinceramente, foi o que me prendeu à história. Passear com eles por Amsterdã foi divertido, e o romance entre Hazel e Gus foi envolvente. John Green conseguiu criar um universo tão parecido com a realidade, tão idêntico, que me surpreendi quando soube que, por exemplo, os livros e o Falanxifor não existem de verdade.

Enfim, a Culpa é das Estrelas não te acrescenta MUITA coisa… Não toca a alma lá no fundo, mas te deixa meio pensativo. Faz refletir sobre a vida, sobre como se pode aproveitar ela. E sobre como algumas pessoas – que foram atingidas por doenças – não têm essa mesma chance de aproveitar. O nosso infinito é maior que o delas, por isso temos que desfrutá-lo da melhor maneira possível.

escrito mari

nota 4

A Última Música – Resenha

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Título: A Última Música
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 383 p.
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Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, obcecado na criação de uma obra de arte que será a peça principal da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e, conforme vai baixando a guarda, começa a se apaixonar profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade- e dor- jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A Última Música demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.
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 A Última Música começa com a personagem principal, Ronnie e seu irmão, Jonah, sendo levados pela mãe para passar o verão na casa do pai. Ronnie não está muito feliz com isso, pois o pai mora numa cidade litorânea pacata e ela curte baladas e agitação, além de que desde que ele e sua mãe se separaram o relacionamento dos dois ficou complicado.

Parece que vai ser mais uma daquelas estórias de adolescentes rebeldes mostrando toda a sua rebeldia, porém assim que Ronnie  conhece Will, um jogador de vôlei que dá uma bolada nela quando ela está passeando por um festival na praia, começamos a ver uma outra parte da personalidade dela aparecendo.

Conforme os dois vão se apaixonando, percebemos que, no fundo, ela é na verdade uma menina  bem sensível e não a revoltada que se mostra nos primeiros capítulos. Aos poucos, vamos conhecendo-a de verdade conforme ela se abre para Will, ao mesmo tempo em que vemos a relação dela com seu pai melhorar cada vez mais. Muitas coisas acontecem durante esse verão, e, no fim, temos uma estória triste e feliz ao mesmo tempo.

Eu acabei não gostando muito desse drama misturado com romance, porém pode ser porque eu fui ler querendo um tipo específico de estória, e não tinha nada a ver. Estava em busca de um livro “fofinho”, mas acho que cheguei à conclusão que Nicholas Sparks não é a melhor opção pra isso.

O livro tem vários pontos escritos com a intenção de serem tensos ou tristes, mas nenhum deles me tocou. Romance não é meu gênero favorito, mas escrito de uma certa maneira consegue me fazer chorar e ficar apreensiva, e estava procurando por isso quando peguei A Última Música na prateleira.

Achei que tiveram algumas (várias) partes da estória que o autor poderia ter aprofundado mais. Ele colocou vários “segredos”, mas não desenvolveu realmente nenhum. Tem vários acontecimentos que ele poderia ter desenvolvido melhor, talvez se ele tivesse focado mais em apenas alguns, ao invés de colocar tantos, teria dado mais certo.

Ao longo do livro conhecemos muito bem o Will, a Ronnie e o pai dela, Steve, mas senti muita falta de conhecer melhor a amiga dela, Blaze. Ela aparece bem no começo e no final, mas no desenvolvimento fica  em segundo plano, e sinto que ela poderia ter aparecido bem mais. Capítulos do ponto de vista dela seriam uma boa. Digo o mesmo para a mãe da Ronnie, Kim.

Bem, eu não tenho muito mais o que falar. Só li dois livros do Nicholas Sparks até agora, e entre esse e A Escolha, prefiro o segundo, porém se você gosta de um romance dramático com alguns clichês, vai fundo. Esse livro é tão famoso que tem até filme, então provavelmente várias pessoas gostaram dele.

nota 2

leticia

O Sol é Para Todos – Resenha

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Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano de Publicação: 1960
Páginas: 281 p.
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Sinopse: A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
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Jean Louise Finch, ou Scout, como é chamada por conhecidos, vive na pacata cidade de Maycomb, no Alabama. Com seus sete anos, é levada, sapeca e muito curiosa. Vive junto com seu pai, Atticus Finch, seu irmão, Jem Finch e sua “empregada” negra (considerada praticamente uma mãe), Calpúrnia. Como qualquer criança, se mete em aventuras lado a lado com seu irmão e seu amigo Dill, uma delas sendo desvendar o segredo do misterioso e nunca mais visto Boo Radley que, por acaso, é seu vizinho. Essa pode parecer apenas uma história qualquer de uma criança qualquer, porém tem raízes bem mais profundas do que uma vida feliz e superficial. Ao ser indicado para um caso de defesa, Atticus Finch se vê sem escolha e deve defender um “preto” acusado de estuprar uma branca. Atticus tem duas opções: ou ir contra seus princípios e largar o caso, ou lidar com uma situação complicada – a de ficar do lado de um negro em pleno século 30. Esse caso não irá apenas mudar a vida do pai de Scout, mas também a dela, que terá que amadurecer antes da hora para poder enfrentar a comunidade conservadora em que vive.
“O Sol é Para Todos” (sendo o título em inglês “To Kill a Mockingbird”), escrito por Harper Lee, sempre foi um livro de meu interesse justamente por ser recomendado por muita gente e de cara considerado um clássico da literatura americana. A tradução que li, escrita por Beatriz Horta, foi muitíssimo bem feita e pude ler sem nenhum problema: o livro fluiu como mágica e em uma  suspirada me via avançar sessenta páginas. O fato do livro ser narrado a partir do ponto de vista de uma criança (uma sacada genial do autor) também ajudou a intensificar todos os sentimentos que ele queria transmitir.
Porém, a história vai além de apenas um julgamento. Os mais importantes acontecimento da vida de Scout durante os 2 anos que passaram foram narrados impecavelmente e o autor no fim conseguiu conectá-los com o julgamento principal, passando uma mensagem que não seria “captada” por uma leitura desatenta. Portanto, leia com atenção, ou melhor: deguste cada pedacinho. Esse livro vale a pena ser lido, pois nos faz realmente refletir sobre algumas atitudes que ainda estão erradas e ainda praticamos.
Se você está procurando por uma viagem no tempo, vai gostar de saber que a história se passa em 1930 – quando o preconceito racial era forte e os costumes, meio que diferentes (tirando o fato de que mulheres ainda se reúnem para fofocar, vizinhos ainda comentam sobre a vida dos outros e algumas “justiças”… bem, talvez não sejam tão justas como gostaríamos que fossem). Eu, particularmente, adoro adentrar em outras culturas e a americana, de algumas décadas atrás, foi muito gostosa de ler.
Conclusão : LEIA! “O Sol é Para Todos” é um livro que qualquer um pode entender; uma leitura fácil, que não requer vocabulário sofisticado, apenas vontade de ler mesmo. Apesar de ser um livro escrito em 1960, aborda temas que (infelizmente) ainda são atuais e estão, sim, presentes na nossa sociedade. Tente, caso saiba inglês, ler o livro no originalzinho mesmo, assim você estará honrando ainda mais o trabalho deste autor tão incrível. Ah! Após devorar as páginas, recomendo dar uma chance ao filme – afinal, não foi à toa que o mesmo ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado!

nota 5

escrito mari

Eleanor & Park – Resenha

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Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 328 p.
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Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
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O livro, logo no início, nos apresenta uma das personagens, Eleanor, uma garota que havia passado um tempo fora de casa, mas que agora retorna a morar com a mãe e percebe que nada mudou, tendo que enfrentar as mesmas dificuldades. A sua realidade é de uma família pobre, onde tem que conviver com o padrasto violento e com uma mãe que é totalmente obediente ao seu marido, e por isso, muitas vezes acaba sendo agredida. Mesmo com vários problemas dentro de casa, ela sempre tenta ser uma pessoa forte.

Eleanor é o tipo de garota que acaba se diferenciando de qualquer um pelo seu estilo de roupas chamativas e seus acessórios, junto com um cabelo ruivo um tanto que desordenado, e assim, sendo impossível não atrair os olhares dos outros para si. É por esse mesmo motivo que ela acaba sofrendo bullying constantemente dos colegas. Em seu primeiro dia de aula, no ônibus, ela é logo motivo de risadas e piadas, onde ninguém quer que ela se sente ao seu lado. Assim, ela encontra um lugar vazio ao lado de Park, que a deixa ocupar o lugar.

Diferente dela, Park vive uma realidade totalmente diferente da sua. Ele é um mestiço, sua mãe é coreana e seu pai americano. Ele possui um irmão mais novo e sua família lhe oferece uma vida muito boa, mas tem grandes problemas com seu pai, que não entende e nem aceita o jeito diferente do filho. É um garoto que procura ser quieto e não chamar a atenção, permanecendo sempre em um mundo só seu. A princípio ele também acha Eleanor estranha, e mesmo pegando ônibus juntos e sentando um ao lado do outro, os dias vão passando sem que não haja nenhuma conversa.

Park está sempre com seus fones de ouvido no último volume e lendo seus gibis. Ele logo percebe que Eleanor também está lendo com os cantos dos olhos, e então passa a lê-los mais devagar para que ela acompanhe. Em uma dessas vezes Park começa uma conversa, e a partir disso a relação entre eles começa a se estabelecer, descobrindo cada vez mais as semelhanças que cada um possui. A música se torna um assunto em comum, e além de revistas em quadrinhos, ele passa a gravar suas músicas preferidas para que ela escute. Assim, um se torna tão importante para o outro que eles só pensam nos momentos em que poderão estar juntos. O final de semana acaba sendo entediante sem a presença do outro.

O livro se passa em 1986, e isso é percebido ao longo de toda a narrativa por conta das referências do universo geek, além do punkrock dos anos 80. É difícil ler Eleanor&Park e não se envolver com os personagens e a história. O livro não vai apenas contar sobre um romance adolescente, mas também envolver assuntos como o bullying, preconceito, aceitação do corpo, sexualidade e muitas inseguranças e medos. O companheirismo que um possui como outro e como compartilham as dificuldades que enfrentam é o que acaba fazendo você se emocionar.

A obra possui uma leitura maravilhosa, pois é simples e direta, não a tornando cansativa. O livro é abordado de uma forma que possui a perspectiva dos dois personagens, intercalando entre si. Isso é interessante, pois faz com que o leitor acompanhe a visão de cada um contada pela autora.

O final é surpreendente e inesperado. É como se você terminasse o livro, mas com a sensação de desejar ler mais e saber o que acontece depois. Pode ser algo diferente para alguns ao terminar de ler, onde o final pode decepcionar, chegando a causar certo estranhamento, já que é um final imperfeito e buscamos um final feliz, mas com certeza causa no leitor uma pequena esperança. É um livro comovente e que passa uma mensagem tocante. Difícil não se apaixonar junto.

nota 5
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Misery Louca Obsessão – Resenha

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Título: Misery Louca Obsessão
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 347 p.
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Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. 
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery – Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
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Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Stephen King mas nesse caso foi só amor! Li Misery já sabendo da história mas nem imaginava o que me esperava ao ler esse clássico do terror psicológico. Ele começa de boas, você até se identifica com a Anne em alguns momentos – se você já foi fã de alguém famoso você com certeza vai se identificar! – até que o livro parte para um ritmo aterrorizante e frenético até você chegar ao ponto de não saber mais do que a Anne é capaz.

O ponto alto aqui são os personagens extremamente bem construídos, um ótimo trabalho do King que tinha o desafio de levar um livro inteiro apenas com um único local e 2 personagens e isso é feito com maestria. O cenário é claustrofóbico e o ritmo adequado, se em alguns momentos a lentidão é a nossa maior inimiga em outros a rapidez como as coisas acontecem é aterrorizante. Mas como mencionado antes todo TCHAN se dá por Paul e Anne. De um lado temos um escritor famoso angustiado com sua obra prima e nós o entendemos completamente e isso é chave para que possamos ficarmos presos no livro porque se o Paul fosse um chato de galocha iríamos querer que ele morresse logo, MAS NÃO, o Paul é incrível e você só quer que ele se salve e exponha pro mundo seu novo livro. Do outro lado temos Anne, psicopata mor, rainha da tortura tanto física quanto psicológica não apenas com Paul mas com você, caro leitor! Se você curte um suspense bem feito e que te prende até o fim corre pra ler Misery, que você não irá se arrepender! E deixo aqui a minha recomendação para o filme que faz jus ao livro e tem uma das maiores atuações da história o qual fez a Kathy Bates levar um Oscar!

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Admirável Mundo Novo – Resenha

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Título: Admirável Mundo Novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo
Ano de Publicação: 1932
Páginas: 309 p.
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Sinopse: A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de dois bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a surpresa, para o imprevisto. O slogan “comunidade, identidade e estabilidade” sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford – aquele da linha de produção de automóveis -, quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.Tais ingredientes levaram Admirável Mundo Novo a figurar ao lado e 1984, de George Orwell, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade. David Bradshaw, estudioso de Oxford, veria ainda no livro uma sátira do inglês, refinado e cultíssimo Huxley à crescente influência americana no período entre guerras, que trazia a reboque a cultura de massas e o “american way of life”.

Este é, acima de tudo, um romance de idéias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que pode assumir o pesadelo do totalitarismo, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Admirável Mundo Novo levou o escritor e crítico Anthony Burgess a escrever que Aldous Huxley equipou o romance com um cérebro.

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Considerado uma distopia clássica, Admirável Mundo Novo é sobre uma sociedade em que o conceito de família não existe mais (uma das maiores ofensas que você pode dizer a alguém é perguntar se a pessoa tem mãe). Ninguém nasce, todos são criados em tubos em laboratórios e recebem as quantidades que necessitam de nutrientes conforme sua casta – existem cinco: Alfa, Beta, Gama, Delta e Ípsilon. Por exemplo, quem é criado para pertencer à casta Ípsilon recebe menos oxigênio do que seria necessário, para que seu cérebro não se desenvolva e ele não seja capaz de pensar, apenas obedecer. Cada uma das castas desempenha uma função na sociedade.

Depois de geradas, as crianças passam a ser educadas pelo Estado, e desde pequenas ouvem frases durante o sono – é aquela velha história de que uma mentira repetida várias vezes se torna uma verdade. Como aquilo fica impregnado dentro do cérebro de cada um, ninguém nem sequer para pra pensar se é certo ou não, apenas concorda.

Uma dessas frases é “Um pertence a todos”, e essa inclusive foi a parte que mais me assustou. Como famílias não existem, ninguém se apega, uma mulher é até mal-vista pela sociedade se passa muito tempo com um mesmo homem. O melhor é que você “namore” com alguém por no máximo um mês, sem ser fiel a essa pessoa, e logo troque de par. Até por isso, as crianças desde muito pequenas participam de “brincadeiras eróticas”, e existe meio que um “culto” que alguns indivíduos participam onde todos se relacionam ao mesmo tempo :\

A única opção que se tem é ser feliz. Ninguém pode se sentir triste, magoado ou irritado, por isso todos devem ter seus desejos atendidos. Não é aconselhado que você tenha vontade de fazer uma coisa e não faça (lembrando que o Estado meio que te obrigou a ter as vontades que ele quer), e se ainda assim você se sentir um pouco “pra baixo” existe o Soma: uma droga que te deixa só “paz e amor”, se é que me entendem rsrsrs. As castas superiores carregam comprimidos de meio grama que podem tomar a hora que quiserem, e as castas inferiores recebem uma dose diária ao final da jornada de trabalho.

Como essa sociedade é num futuro distante (632 Depois de Ford) a tecnologia é muito avançada. Não vou dar muitos detalhes, senão daqui a pouco é capaz de eu soltar um spoiler, é interessante ir lendo e descobrindo como o autor imaginou que a tecnologia evoluiria.

Bem, eu estou só descrevendo a sociedade e ainda não falei qual a estória do livro. É que essa foi justamente a parte que não me agradou. Eu senti muita falta de uma ESTÓRIA, realmente, porque ele é mesmo mais na intenção de nos fazer entender aquele mundo do que de acompanhar um desenvolvimento. Posso dizer que o personagem principal é o Bernard Marx, um Alfa que, dizem, recebeu mais álcool do que os outros de sua casta quando estava sendo formado, então é um pouco mais baixo, mais magro, e por isso é um pouco excluído das relações. No entanto, ele é mais crítico: percebe o que foi imposto a ele e é um pouco resistente quanto ao uso do Soma. Ele é apaixonado pela Lenina, uma Beta bastante “pneumática” – adjetivo usado várias vezes durante o livro para se referir a uma mulher “bonita” – e consegue convencê-la a visitar com ele a Reserva dos Selvagens: um lugar em que algumas pessoas ainda vivem com parte dos costumes da nossa sociedade. Lá eles conhecem Linda, uma mulher “civilizada” que acabou indo parar lá por um motivo, e seu filho John, que fica conhecido no livro como “O Selvagem”. Bernard Resolve levá-los até a sociedade civilizada e a partir daí a história se desenvolve um pouco mais, embora pra mim ainda tenha deixado a desejar.

Eu fiquei muito tempo querendo ler esse livro, talvez por isso a minha expectativa estava muito alta e eu me decepcionei. Mas não dá pra negar que é um livro muito bem desenvolvido e que com certeza inspirou muitas das distopias tão “modinha” agora (vi O Doador de Memórias em cada página de Admirável Mundo Novo). Vale a pena ler.

nota 3

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O Rei de Amarelo – Resenha

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Título:  O Rei de Amarelo
Autor: Robert W. Chambers
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 256 p.
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Sinopse: O Rei de Amarelo’ é uma coletânea de contos de terror fantástico publicada originalmente em 1895 e considerada um marco do gênero. Influenciou diversas gerações de escritores, de H. P. Lovecraft a Neil Gaiman, Stephen King e, mais recentemente, o escritor, produtor e roteirista Nic Pizzolatto, criador da série investigativa True Detective cujo mistério central faz referência ao obscuro Rei de Amarelo. O título da coletânea faz alusão a um livro dentro do livro – mais precisamente, a uma peça teatral fictícia – e a seu personagem central, uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. A peça ‘O Rei de Amarelo’ é mencionada em quatro dos contos, mas pouco se conhece de seu conteúdo. É certo apenas que o texto, em dois atos, leva o leitor à loucura, condenando sua alma à perdição. Um risco a que alguns aceitam se submeter, dado o caráter único da obra, um misto irresistível de beleza e decadência.
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O Rei de Amarelo é uma coletânea de contos escrito por Robert W. Chambers na segunda metade do século XIX e até hoje inspira diversos escritores que nós adoramos, tais como: Stephen King e Neil Gaiman. A obra se baseia em uma peça ictícia de nome homônimo ao livro, dividida em duas partes, cuja segunda, levaria quem a lesse a loucura. A tal peça está presente nos 4 primeiros contos e toda tensão e terror psicológico é dado através dela. Nunca lemos a peça na íntegra, tendo apenas alguns vislumbres do seu texto original, o que é bom pois uma das coisas que o livro nos desperta é nossa imaginação ao tentarmos criar a peça inteira na nossa mente.

Como amante do gênero, não posso deixar de alertá-los para não procurarem um thriller nesta obra, ela fica na base do suspense, tendo pequenos picos de terror psicológico, mas que não são suficientes para manter o clima. Quanto se está quase no ápice tudo despenca, mas por um lado quando chega ele CHEGA CHEGANDO! Outro problema que fãs do horror irão encontrar aqui, é que, na edição da Intrínseca, apenas os 5 primeiros contos são de caráter sombrio, sendo o último deles – o melhor, na minha opinião – um conto de transição para os últimos 5 presentes no livro, que beiram bem mais o romance.

As pitadas de terror são marcantes, mas além delas, o melhor do livro é a conexão que há entre os contos, mesmo quando feito de maneira muito sútil para leitores mais atentos. O que temos em O Rei de Amarelo é uma ótima leitura para quem quer se aventurar num suspense fantástico do século XIX, com contos bem escritos e sólidos.

 

nota 4

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