O Assassinato de Roger Ackroyd – Resenha

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Título: O assassinato de Roger Ackroyd

Autora: Agatha Christie

Ano de publicação: 1926

Editora: Globo Livros

Nº de páginas: 483 p.

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Sinopse: Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia.
Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. 
Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.
Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações.

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Devo confessar que sou totalmente viciado em romances policiais bem escritos, e desde que li todos os contos do Sherlock Holmes, escritos pelo autor Arthur Conan Doyle, fiquei desapontado e ansioso por novos mistérios. Entretanto, ao me deparar com Agatha Christie e deu universo fabuloso que nos presenteou com dois detetives: Poirot e Miss Marple, devo confessar que fui fisgado.

O livro em questão é narrado em primeira pessoa, e esse personagem-narrador tem a difícil missão de nos contar o triste falecimento de seu amigo, Dr. Roger Ackroyd. Todavia, no desenrolar da trama, mais personagens são inseridas como suspeitas (o que particularmente me confunde muito, pois Agatha sempre escreve seus textos com muitos personagens, o que torna difícil a compreensão da história, pois temos que decorar o nome de todos).

O final do livro me deu um choque tremendo, que precisei de um bom tempo para me recuperar, uma vez que, a partir de uma reviravolta de última hora, ficamos todos de queixo caído com a revelação do assassino. Recomendo muito este livro, porque é bem detalhado, com surpresas e mistérios que te prendem do começo ao fim.

nota 5

escrito oxi

Joyland – Resenha

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Título: Joyland

Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Ano de Pulicação: 2013

Nº de páginas: 288 p.

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Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

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Stephen King é definitivamente o rei do suspense e mistério atual. Não é o primeiro livro que leio dele e com certeza não será o último, e posso afirmar que o estilo de sua escrita é impecável em todas as páginas que já escreveu. Joyland não é uma exceção. É uma história profunda, envolvente e até mesmo triste ( no final principalmente).

Não recomendo muito para quem está procurando um terror de gelar os ossos, e sim para quem quer um entretenimento. É um livro bom, rápido de ler, e realmente tem uma história convincente. Para os fãs do autor, é realmente um romance imperdível. Não é muito conhecido, mas nem por isso deixa de ser bom- ele tem uma pegada cult, meio alternativa mesmo. Isso faz ser um livro original e único, bem do jeitinho do Stephen. O livro também se passa durante os anos 70 – com muitas referências a bandas e artistas da época.

O único ponto ruim do livro é que, em algumas vezes, sentimos que a história não flui e o clímax nunca acontece.   Mas se tiver paciência, ele chaga bem no final… Talvez não do jeito que esperava-se.

Uma coisa boa do livro é que todos os personagens foram muito bem construídos. Tom, Lane, Erin, Annie, Mike… Nos sentimos em outra época, em um parque de diversões de verdade com pessoas de carne e osso. Todas tem suas falhas, suas qualidades e jeito de ser. Algumas não gostamos, algumas adoramos. Uma das intenções de Stephen era fazer um contraste com a juventude e a velhice, então temos pessoas de várias idades e também observamos os personagens principais, Tom, Erin e Devin, quando já estão mais velhos. Além do mais, a história em si é frágil. Não tem a intenção de assustar, apenas de ser densa e conseguir atingir o leitor de alguma maneira.

Temos o personagem principal, Devin Jones. É um cara legal. Facilita a leitura ter uma pessoa como ele narrando, principalmente porque não há nada que te faça desgostar dele – na realidade, eu realmente fiquei com um pouco de pena dele no começo e depois comecei a torcer para que resolvesse o mistério e encaixasse todas as peças do quebra-cabeça.  É um personagem deveras carismático, tanto com o leitor quanto com as pessoas com quem interage no parque.

Devin vai trabalhar em Joyland, um parque temporário, para juntar uma grana para a faculdade. É muito otimista e apaixonado… no começo. Stephen conseguiu transformar o Dev do início em um jovem depressivo que ouve The Doors na cama. Ele teve essa recaída porque seu coração foi quebrado. Isso o fez crescer como pessoa e focar seus interesses em outras coisas. Um delas é o o assassinato de Linda Gray – principalmente o paradeiro do assassino e o que realmente aconteceu no dia da morte de Linda. Minha teoria é que ele ficou tão interessado no caso para no íntimo esquecer os seus próprios problemas, tentando assim resolver o dos outros.

O mistério de Linda Gray é bem cativante, ainda mais porque Stephen colocou um toque paranormal. Seu espírito assombra o Horror House ( claro que tinha que ser uma casa de horror), pois foi lá que foi morta, mais especificamente em um dos carrinhos no canto mais escuro. Devin fica curioso quando sabe disso, até porque lendas e mitos em parques são coisas clássicas – ele nega, mas tem uma certa “alma de parque” em seu interior que o faz gostar tanto disso.  Quer ver o espírito e ajudá-lo, mais por curiosidade e busca por adrenalina. Mas depois sua intenção é realmente sincera, e isso fica bem claro. Devin realmente mergulha de cabeça neste caso de homicídio.

Ele recebe a ajuda de várias pessoas, incluindo Erin ( sua amiga e também a mulher por quem tem uma queda). Porém a pessoa mais importante para a resolução de tudo isso é Mike. Sua mediunidade pode ser um fardo para ele ( é meio ruim prever o próprio futuro o das pessoas em volta ), mas mesmo assim ele apoia e auxilia Devin.

Nunca se esqueça que nem tudo é fantasia. Ao longo do livro fica bem claro que o assassino é bem real – real demais. Ele ainda está a solta, e é o que faz o espírito de Linda se revirar e clamar por justiça – justiça por a ter matado e estuprado, e ter feito o mesmo com outras meninas que ainda tinham muito para viver.

Sem sombra de dúvida, um dos meus livros favoritos. Além de ter um design muito lindo <3, a escrita de Stephen é informal e cativante, misturando realidade com fantasia com maestria. Quando abrir a primeira página, é difícil resistir e não se encantar. É um ótimo livro para passar o tempo e mergulhar fundo. Tenho somente altas recomendações para dar uma chance e ler!

nota 5

escrito mari

Um Gato de Rua Chamado Bob – Resenha

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Título: Um Gato de Rua Chamado Bob

Autor: James Bowen

Editora: Novo Conceito

Ano de Pulicação: 2013

Nº de páginas: 240 p.

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Sinopse: É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente. Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum…

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Não haveria outra maneira de eu começar essa resenha sem declarar todo o meu amor pelos felinos peludos. Sempre fui fã dessa companhia, a famosa gateira, e é óbvio, quando vi esse livro fiquei morrendo de vontade de lê-lo. Então eu finalmente li, e o que deu?!

O que deu é que eu morri de amores por essa incrível obra baseada em uma história real. Ela já começa te cativando, mas muito pelo contrário do esperado ela não começa pelo gato, mas sim pelo seu futuro dono. Aí está meus primeiros elogios ao livro. Pensa num personagem com personalidade forte! James (que é o escritor do livro) é um músico “fracassado” e ex usuário de drogas que para sobreviver toca nas ruas de Londres. Sua realidade é dura e o livro aos poucos vai te mostrando cada vez mais isso. Em seguida somos apresentados ao Bob, um gatinho laranja que ele acha perto de sua casa. O trabalho de escrita aqui é fenomenal! Temos um personagem que é um animal não falante o que torna difícil a sua expressão de sentimentos e é aí que entra o trabalho de escrita maravilhoso feito pelo James. Ele consegue transmitir o sentimento do gatinho sem fazê-lo dizer uma palavra ou expor pensamentos. Tudo é feito através de ações e indagações do James sobre as mesmas, o que nos aproxima muito da realidade, pois quem tem gato em casa sabe como estamos sempre tentando decifrá-los.

A química entre os dois é perfeita, ambos são sofredores da vida e conhecem a dura realidade do mundo. Isso tudo é refletido em suas ações e maneira de enxergar a vida, o que nos faz compreender a essência do personagem. Ressalto para as críticas sociais que estão repletas durante todo o livro. Se prepare para refletir muito!

Terminei esse livro chorando e tendo a certeza que li o mais puro relato de amor entre humano e animal. Uma história incrível que vale a pena ser conferida até para os mais desgostosos com os gatinhos!

love

escrito duda

Um Amor Para Recordar – Resenha

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Título: Um Amor Para Recordar

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Novo Conceito

Ano de Pulicação: 2011

Nº de páginas: 188 p.

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Sinopse:“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”

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“Esta é a minha história – e prometo contar tudo.
No início você vai sorrir e, depois, chorar – não diga que não avisei.”

Landon Carter é um jovem rico, filho de um deputado cujas relações não são muito
boas, popular e preguiço. Ele tinha duas opções para escolher cursar química ou teatro,
ao escolher teatro pensou que não precisaria fazer nada visto que não tinha provas,
porém ele foi escolhido como ator principal e não viu outra saída a não ser a pedir
ajuda de Jamie Sullivan uma menina doce, filha do pastor que ajudava a todos,
incluindo o orfanato local e os animais, até aquele momento ela sofria certo desprezo
tanto de Landon quanto dos amigos populares dele. Landon estava sem companhia
para o baile e como já estava diminuindo suas premissas anteriores resolveu convidar
Jamie ao baile:

“- Eu adoraria ir com você – ela disse, finalmente – mas com uma condição.
Eu me indireitei, esperando que não fosse algo constrangedor demais.
– E o que é?
– Você tem que prometer que não vai se apaixonar por mim.”

Com a aproximação que eles têm ao ensaiar para peça, algo inevitável acontece: Eles se
apaixonam. Landon se torna uma pessoa melhor, deixa de pensar só em si mesmo e
começa a pensar nos outros. Jamie por outro lado possui um segredo….
Por se tratar de um livro com poucas páginas se faz impossível não ler em pouco tempo,
pois o livro prende do começo ao fim, à medida que os personagem vão se conhecendo
e se aproximando o leitor deixe o seu estado de observador/leitor e passa a apreciar a
história como um dos personagens (pelo menos foi assim comigo! haha), para os que
gostam de livro de romance com toda certeza do mundo esse livro se faz uma leitura
obrigatória, pois irá tocar seu coração! S2

nota 5

escrito amanda

 

 

Vocação Para O Mal – Resenha

 

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Título: Vocação para o mal

Autor: Robert Balbraith

Editora: Rocco

Ano de Pulicação: 2015

Nº de páginas: 513 p.

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Sinopse: Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica
horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu
chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não
menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que
poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma
delas seria capaz de tamanha brutalidade. Com a polícia focada no suspeito
que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin
põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros
três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem,
mais o tempo se esgota para ambos…

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Escrito por J. K Rowling sob o pseudônimo de Robert Gailbrath, o livro conta a
história do detetive Cormoran Strike e sua secretária/parceira Robin. O enredo
começa com a secretária recebendo um objeto inusitado no escritório do
detetive. Paralelamente, um serial killer, não identificado, realiza seus desejos
mais profundos matando garotas e levando consigo um “brinde” de cada uma.
A história se desenrola com a dupla de investigadores buscando encontrar o
assassino e o mesmo – que possui um ódio mortal do Strike – sonhando com o
seu triunfo maior: matar Robin.
O livro é recomendado para quem gosta de romances policiais, pois explora
muito bem a temática, além de percorrer habilmente os espaços londrinos, uma
vez que a obra se passa na Londres contemporânea. O final, apesar de deixar

um pouco a desejar, foge dos clichês e dá abertura para a continuação da
obra.
Outro tema abordado é a relação entre os dois, visto que apesar de
trabalharem juntos, possuem uma ligação maior, desenvolvida por todo o livro
(mas fica por isso mesmo). A secretária é noiva de Matthew, um contador, que
desaprova o trabalho de Robin e, sente um ciúme doentio do Cormoran.
Não é uma leitura difícil, o enredo consegue te prender facilmente, por possuir
uma linguagem acessível à maioria dos leitores. O que mais me chamou a
atenção foi poder acompanhar as linhas de raciocínio dos detetives, suas
frustações e sucessos na caçada do assassino.
O autor explora brilhantemente a introspecção, presente nas obras da literatura
contemporânea, uma vez que temos acesso à mente das personagens, que
compartilham conosco as suas angústias. Outra coisa que me chamou a
atenção foi a presença do assassino durante toda a obra. Sem sabermos quem
é, somos feitos de plateia pelo autor, visto que “presenciamos” todas as
mortes.
O ponto fraco do livro é que não termina no final, deixa pontas soltas. A
impressão passada é que foi escrito com tanta riqueza de detalhes que, no final
houve uma pressa em finalizar o texto. O casal Strike + Robin não fica junto, o
que foi ao mesmo tempo positivo e negativo; positivo porque não gostei do
casal, não consegui imaginá-los juntos, e negativo, pois há toda uma lamúria
por parte dos dois durante todo o livro, uma melação só, para no final ela se
casar com outro. Bom, pode ser que no próximo livro a história deles seja
desenvolvida.
Algo que me deixou muito “WTF?!” foi o modo como o assassino foi
descoberto. Quem já está acostumado com Agatha Christie e Arthur Conan
Doyle sabe, que desde o início o assassino está entre todos e conseguimos
acompanhar o raciocínio dos detetives. Nesse livro foi diferente, pois a
investigação deles parece não levar a lugar nenhum quando, de repente,
Cormoran aparece na casa do vilão, como se já soubesse de tudo e o prende,
me deixando perdido sobre como ele conseguiu descobrir, mesmo que
explique.
Enfim, o livro é bom, mas o final deixa a desejar, uma ótima tática para vender
os outros livros, (bom eu comprei o livro sem saber que haviam outras histórias
do mesmo detetive, culpa de quem compra livros impulsivamente, só porque
viu que estavam em promoção). A introdução e o desenvolvimento do enredo
foi algo muito bacana, pois desmembramento está em alta, mas, como já foi
dito, não termina muito bem.

nota 4

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A Rainha Vermelha – Resenha

A Rainha Vermelha

Título: A Rainha Vermelha
Autor: Victoria Ayeard
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2015
Páginas: 424 p.

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Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou
prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a
servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem
esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa
reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente
ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como
isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão
desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe —
e Mare contra seu próprio coração.

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Mare Barrow vive numa sociedade injusta e dividida pela cor do sangue.
Por ter sangue vermelho, mora com sua família em um lugar precário e com
condições de vida miseráveis. Para sobreviver e oferecer alguma ajuda à sua
família, Mare utiliza de uma das suas únicas habilidades, a agilidade, para
roubar objetos e conseguir dinheiro.
Em uma reviravolta inacreditável, Mare descobre que tem poderes,
assim como os prateados, mesmo tendo sangue vermelho. Sua vida muda de
uma hora para a outra e ela se vê dentro do castelo, prometida a casamento ao
desengonçado príncipe caçula e entregando seu coração ao mais velho.
Ao conviver com os prateados, Mare começa a identificar suas
fraquezas e se deparar com um povo covarde, que se esconde atrás de suas

demonstrações provocativas de poder. Mas a garota não se esquece de onde
veio e quer mudar a vida de todos os vermelhos que continuam sofrendo assim
como ela sofria de uma vez por todas, e ela vai.
“Todo mundo pode trair todo mundo”
Uma obra que nos faz prender a respiração a cada nova página, A
Rainha Vermelha nos faz refletir muito sobre confiança nas pessoas mais
próximas de nós. Se tu gostas de reviravoltas constantes, vai fundo nesse livro.
Ao longo da história acompanhamos o sentimentos da personagem
principal e o jeito pela qual ela vai se entregando às pessoas, o que nos faz
sempre querer ler “só mais uma página” pra descobrir todos os mistérios que
surgem na vida de Mare Barrow. Embora as distopias sempre pareçam iguais,
essa história realmente me surpreendeu. Uma narrativa com um final que foge
dos padrões e que nos faz querer comprar todos os outros quatro livros da
série de uma vez só. Boa leitura!

Leia a resenha do Segundo Volume aqui

nota 5

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A Culpa É das Estrelas – Resenha

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Título: A Culpa É das Estrelas

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2012

Páginas: 313 p.

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Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

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Hazel Grace, uma garota de 16 anos, está em fase terminal. Foi diagnosticada com câncer aos 13 anos e por um “Milagre”, acabou sobrevivendo. Vive graças aos tubos conectados por seu corpo, mas aguarda por sua morte a qualquer momento. Enquanto isso, lê seus livros, maratona séries, frequenta a universidade e vai a um encontro na igreja para pessoas com doenças como a dela: o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. E é neste grupo que conhece Augustus Waters, 17 anos, futuro amor da sua vida.

Confesso que estava receosa de ler este “clássico do drama adolescente moderno”. Digo isso porque é de conhecimento geral a existência desse romance, e mesmo que você não tenha lido ou visto o filme, com certeza já ouviu falar. E este fato foi o que me motivou a ler – para tirar minhas próprias conclusões: se o livro merece essa “babação” extrema ou não.

Sinceramente, drama não é meu estilo literário favorito, mas, caso fosse, acho que A Culpa é das estrelas atenderia ao mínimo pedido por um drama. John Green conseguiu emocionar ( não tanto assim, mas um pouco sim ) e fazer a leitura fácil e fluída. É um daqueles livros que conseguimos ler em uma madrugada, pois não é enjoativo e realmente queremos saber o que acontece no final, apesar dos spoilers que muitos já nos deram ( se você não levou um, considere-se sortudo).

Sobre os personagens: gostei do jeito que o autor os desenvolveu. Para mim, Hazel no início deu certo desconforto, mas depois me acostumei com ela e passei a gostar da mesma. Talvez, sem querer, tive pena dela. Depois que compreendemos sua realidade fica meio difícil não ficar triste.

Gus foi o ponto alto do livro. Meninas veneram ele e não é sem razão – o cara é um galã. Na minha opinião, o autor focou demais nisso e acabou não falando muito sobre seu PASSADO, o que eu queria saber bem mais. O que ele fala para Hazel não é suficiente, e não sei se era esse o propósito do autor no final, nos fazer querer saber mais e sentir que não podemos, que somos incapazes. Se foi, então conseguiu.

Gostei muito da mãe da Hazel, é uma daquelas personagens que nos fazem lembrar nossa própria mãe. O autor trabalhou muito bem os pais dela e sua dor em poder perder a filha a qualquer momento. Nota dez.

A única personagem realmente inútil foi a Kaitlyn. Sério, eu entendi a intenção do autor de colocar uma amiga na vida de Hazel, mas ela é extremamente superficial. Só está ali por estar. E eu realmente acho que não seria o tipo de amiga de uma garota com câncer, intelectual e com crises existencialistas.

Não mudaria muita coisa no livro. O fato da a trama se basear em Hazel e Gus desejando saber o final de seu livro favorito, ”Uma aflição imperial”, me entreteu bastante, e sinceramente, foi o que me prendeu à história. Passear com eles por Amsterdã foi divertido, e o romance entre Hazel e Gus foi envolvente. John Green conseguiu criar um universo tão parecido com a realidade, tão idêntico, que me surpreendi quando soube que, por exemplo, os livros e o Falanxifor não existem de verdade.

Enfim, a Culpa é das Estrelas não te acrescenta MUITA coisa… Não toca a alma lá no fundo, mas te deixa meio pensativo. Faz refletir sobre a vida, sobre como se pode aproveitar ela. E sobre como algumas pessoas – que foram atingidas por doenças – não têm essa mesma chance de aproveitar. O nosso infinito é maior que o delas, por isso temos que desfrutá-lo da melhor maneira possível.

escrito mari

nota 4