Misery Louca Obsessão – Resenha

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Título: Misery Louca Obsessão
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 347 p.
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Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. 
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery – Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
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Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Stephen King mas nesse caso foi só amor! Li Misery já sabendo da história mas nem imaginava o que me esperava ao ler esse clássico do terror psicológico. Ele começa de boas, você até se identifica com a Anne em alguns momentos – se você já foi fã de alguém famoso você com certeza vai se identificar! – até que o livro parte para um ritmo aterrorizante e frenético até você chegar ao ponto de não saber mais do que a Anne é capaz.

O ponto alto aqui são os personagens extremamente bem construídos, um ótimo trabalho do King que tinha o desafio de levar um livro inteiro apenas com um único local e 2 personagens e isso é feito com maestria. O cenário é claustrofóbico e o ritmo adequado, se em alguns momentos a lentidão é a nossa maior inimiga em outros a rapidez como as coisas acontecem é aterrorizante. Mas como mencionado antes todo TCHAN se dá por Paul e Anne. De um lado temos um escritor famoso angustiado com sua obra prima e nós o entendemos completamente e isso é chave para que possamos ficarmos presos no livro porque se o Paul fosse um chato de galocha iríamos querer que ele morresse logo, MAS NÃO, o Paul é incrível e você só quer que ele se salve e exponha pro mundo seu novo livro. Do outro lado temos Anne, psicopata mor, rainha da tortura tanto física quanto psicológica não apenas com Paul mas com você, caro leitor! Se você curte um suspense bem feito e que te prende até o fim corre pra ler Misery, que você não irá se arrepender! E deixo aqui a minha recomendação para o filme que faz jus ao livro e tem uma das maiores atuações da história o qual fez a Kathy Bates levar um Oscar!

nota 5escrito duda

Admirável Mundo Novo – Resenha

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Título: Admirável Mundo Novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo
Ano de Publicação: 1932
Páginas: 309 p.
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Sinopse: A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de dois bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a surpresa, para o imprevisto. O slogan “comunidade, identidade e estabilidade” sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford – aquele da linha de produção de automóveis -, quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.Tais ingredientes levaram Admirável Mundo Novo a figurar ao lado e 1984, de George Orwell, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade. David Bradshaw, estudioso de Oxford, veria ainda no livro uma sátira do inglês, refinado e cultíssimo Huxley à crescente influência americana no período entre guerras, que trazia a reboque a cultura de massas e o “american way of life”.

Este é, acima de tudo, um romance de idéias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que pode assumir o pesadelo do totalitarismo, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Admirável Mundo Novo levou o escritor e crítico Anthony Burgess a escrever que Aldous Huxley equipou o romance com um cérebro.

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Considerado uma distopia clássica, Admirável Mundo Novo é sobre uma sociedade em que o conceito de família não existe mais (uma das maiores ofensas que você pode dizer a alguém é perguntar se a pessoa tem mãe). Ninguém nasce, todos são criados em tubos em laboratórios e recebem as quantidades que necessitam de nutrientes conforme sua casta – existem cinco: Alfa, Beta, Gama, Delta e Ípsilon. Por exemplo, quem é criado para pertencer à casta Ípsilon recebe menos oxigênio do que seria necessário, para que seu cérebro não se desenvolva e ele não seja capaz de pensar, apenas obedecer. Cada uma das castas desempenha uma função na sociedade.

Depois de geradas, as crianças passam a ser educadas pelo Estado, e desde pequenas ouvem frases durante o sono – é aquela velha história de que uma mentira repetida várias vezes se torna uma verdade. Como aquilo fica impregnado dentro do cérebro de cada um, ninguém nem sequer para pra pensar se é certo ou não, apenas concorda.

Uma dessas frases é “Um pertence a todos”, e essa inclusive foi a parte que mais me assustou. Como famílias não existem, ninguém se apega, uma mulher é até mal-vista pela sociedade se passa muito tempo com um mesmo homem. O melhor é que você “namore” com alguém por no máximo um mês, sem ser fiel a essa pessoa, e logo troque de par. Até por isso, as crianças desde muito pequenas participam de “brincadeiras eróticas”, e existe meio que um “culto” que alguns indivíduos participam onde todos se relacionam ao mesmo tempo :\

A única opção que se tem é ser feliz. Ninguém pode se sentir triste, magoado ou irritado, por isso todos devem ter seus desejos atendidos. Não é aconselhado que você tenha vontade de fazer uma coisa e não faça (lembrando que o Estado meio que te obrigou a ter as vontades que ele quer), e se ainda assim você se sentir um pouco “pra baixo” existe o Soma: uma droga que te deixa só “paz e amor”, se é que me entendem rsrsrs. As castas superiores carregam comprimidos de meio grama que podem tomar a hora que quiserem, e as castas inferiores recebem uma dose diária ao final da jornada de trabalho.

Como essa sociedade é num futuro distante (632 Depois de Ford) a tecnologia é muito avançada. Não vou dar muitos detalhes, senão daqui a pouco é capaz de eu soltar um spoiler, é interessante ir lendo e descobrindo como o autor imaginou que a tecnologia evoluiria.

Bem, eu estou só descrevendo a sociedade e ainda não falei qual a estória do livro. É que essa foi justamente a parte que não me agradou. Eu senti muita falta de uma ESTÓRIA, realmente, porque ele é mesmo mais na intenção de nos fazer entender aquele mundo do que de acompanhar um desenvolvimento. Posso dizer que o personagem principal é o Bernard Marx, um Alfa que, dizem, recebeu mais álcool do que os outros de sua casta quando estava sendo formado, então é um pouco mais baixo, mais magro, e por isso é um pouco excluído das relações. No entanto, ele é mais crítico: percebe o que foi imposto a ele e é um pouco resistente quanto ao uso do Soma. Ele é apaixonado pela Lenina, uma Beta bastante “pneumática” – adjetivo usado várias vezes durante o livro para se referir a uma mulher “bonita” – e consegue convencê-la a visitar com ele a Reserva dos Selvagens: um lugar em que algumas pessoas ainda vivem com parte dos costumes da nossa sociedade. Lá eles conhecem Linda, uma mulher “civilizada” que acabou indo parar lá por um motivo, e seu filho John, que fica conhecido no livro como “O Selvagem”. Bernard Resolve levá-los até a sociedade civilizada e a partir daí a história se desenvolve um pouco mais, embora pra mim ainda tenha deixado a desejar.

Eu fiquei muito tempo querendo ler esse livro, talvez por isso a minha expectativa estava muito alta e eu me decepcionei. Mas não dá pra negar que é um livro muito bem desenvolvido e que com certeza inspirou muitas das distopias tão “modinha” agora (vi O Doador de Memórias em cada página de Admirável Mundo Novo). Vale a pena ler.

nota 3

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