Para Todos os Garotos que Já Amei – Resenha

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Título: Para Todos os Garotos que já Amei
Autora: Jenny Han
Editora: intrínseca
Páginas: 350 p.
Ano de publicação: 2015

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Sinopse:  Lara Jean Guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que já amou – cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

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E se tudo que você já escreveu pensando em alguém fosse parar nas mãos da pessoa em questão? Quem, assim como eu, tem o costume de escrever, sabe o quão profundas podem ser as palavras que colocamos no papel. É exatamente isso que acontece em Para Todos os Garotos que já Amei.

Lara Jean escreve cartas quando deseja pôr um ponto final nos crushs que nunca se concretizam. É dessa maneira que ela coloca o sentimento pra fora e tenta acabar com ele. Ela já escreveu 5 – uma para cada garoto que já amou – e endereçou todas, embora, obviamente ela nunca tenha a intenção de mandar. Acontece que, de alguma maneira, cada uma das cartas é enviada ao seu destinatário, inclusive ao seu crush atual, Josh, que coincidentemente é o (ex-)namorado da irmã dela.

Tentando fazer com que o Josh pense que a sua paixão por ele acabou há muito tempo, Lara faz um acordo com um dos outros destinatários, o Peter, que era amigo dela no ensino fundamental e atualmente é um dos meninos mais “crushados” da escola: eles vão fingir estar namorando, assim a Lara consegue manter sua amizade com Josh e não magoar a sua irmã, Margot, e o Peter pode fazer ciúmes na ex-namorada que acabou de terminar com ele.

Essa ideia tem tudo pra dar errado, né? Pois é, foi exatamente o que eu pensei. Mas o que vemos acontecer aos poucos é o “namoro de mentira” se tornar uma amizade de verdade, e chegou num ponto que eu comecei a “shipar” muito eles dois. Mas o livro acaba numa parte que dá agonia, sem NENHUMA resposta ou indício do que vai acontecer. Preciso muito ler o segundo.

Eu assisti o filme do Netflix antes de ler (na verdade eu fui ler porque gostei do filme) e, comparando um com o outro, prefiro o filme na maior parte do tempo, principalmente a irmã mais nova da Lara, Kitty. Achei a personagem muito melhor construída na adaptação. A única parte em que o livro vence é no final. Quando eu estava assistindo, pensei: “Hummm, isso aí tá muito corrido, no livro deve levar bem mais tempo pra tudo se resolver”, e realmente, o final tem um desenvolvimento bem mais longo.

Eu acho que a relação da Lara e do Peter poderia ter sido melhor aprofundada (como foi no filme), eles poderiam ter criado mais cumplicidade. No entanto, isso é apenas algo que eu gostaria que tivesse acontecido, não prejudica a estória. Vou torcer pra que nos próximos isso aconteça.

É clichê? Bem, como todas as estórias de romance, ela tem vários detalhezinhos clichês (pra falar a verdade, eu nunca li um livro de romance que conseguisse fugir completamente disso, se alguém souber, por favor, me indica), mas isso não me incomodou, pois a trama principal é BEM original. Amei muito essa ideia das cartas, consegui sentir o pânico da Lara ao saber que os ex-crushs todos sabiam exatamente o que ela sentia e pensava de cada um. Quem escreve vai facilmente se identificar.

Indico demais, é uma leitura muito leve e prazerosa, um daqueles romances “fofinhos”, que faz o coração acelerar e não dá vontade de parar de ler até terminar!

nota 5

leticia

A Rainha Vermelha – Resenha

A Rainha Vermelha

Título: A Rainha Vermelha
Autor: Victoria Ayeard
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2015
Páginas: 424 p.

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Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

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Mare Barrow vive numa sociedade injusta e dividida pela cor do sangue. Por ter sangue vermelho, mora com sua família em um lugar precário e com condições de vida miseráveis. Para sobreviver e oferecer alguma ajuda à sua família, Mare utiliza de uma das suas únicas habilidades, a agilidade, para roubar objetos e conseguir dinheiro.
Em uma reviravolta inacreditável, Mare descobre que tem poderes, assim como os prateados, mesmo tendo sangue vermelho. Sua vida muda de uma hora para a outra e ela se vê dentro do castelo, prometida a casamento ao desengonçado príncipe caçula e entregando seu coração ao mais velho. Ao conviver com os prateados, Mare começa a identificar suas fraquezas e se deparar com um povo covarde, que se esconde atrás de suas demonstrações provocativas de poder. Mas a garota não se esquece de onde veio e quer mudar a vida de todos os vermelhos que continuam sofrendo assim como ela sofria de uma vez por todas, e ela vai. “Todo mundo pode trair todo mundo” Uma obra que nos faz prender a respiração a cada nova página, A Rainha Vermelha nos faz refletir muito sobre confiança nas pessoas mais próximas de nós. Se tu gostas de reviravoltas constantes, vai fundo nesse livro. Ao longo da história acompanhamos o sentimentos da personagem principal e o jeito pela qual ela vai se entregando às pessoas, o que nos faz sempre querer ler “só mais uma página” pra descobrir todos os mistérios que surgem na vida de Mare Barrow. Embora as distopias sempre pareçam iguais, essa história realmente me surpreendeu. Uma narrativa com um final que foge dos padrões e que nos faz querer comprar todos os outros quatro livros da série de uma vez só. Boa leitura!

Leia a resenha do Segundo Volume aqui

nota 5

escrito por alice.png

 

 

A Culpa É das Estrelas – Resenha

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Título: A Culpa É das Estrelas

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2012

Páginas: 313 p.

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Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

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Hazel Grace, uma garota de 16 anos, está em fase terminal. Foi diagnosticada com câncer aos 13 anos e por um “Milagre”, acabou sobrevivendo. Vive graças aos tubos conectados por seu corpo, mas aguarda por sua morte a qualquer momento. Enquanto isso, lê seus livros, maratona séries, frequenta a universidade e vai a um encontro na igreja para pessoas com doenças como a dela: o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. E é neste grupo que conhece Augustus Waters, 17 anos, futuro amor da sua vida.

Confesso que estava receosa de ler este “clássico do drama adolescente moderno”. Digo isso porque é de conhecimento geral a existência desse romance, e mesmo que você não tenha lido ou visto o filme, com certeza já ouviu falar. E este fato foi o que me motivou a ler – para tirar minhas próprias conclusões: se o livro merece essa “babação” extrema ou não.

Sinceramente, drama não é meu estilo literário favorito, mas, caso fosse, acho que A Culpa é das estrelas atenderia ao mínimo pedido por um drama. John Green conseguiu emocionar ( não tanto assim, mas um pouco sim ) e fazer a leitura fácil e fluída. É um daqueles livros que conseguimos ler em uma madrugada, pois não é enjoativo e realmente queremos saber o que acontece no final, apesar dos spoilers que muitos já nos deram ( se você não levou um, considere-se sortudo).

Sobre os personagens: gostei do jeito que o autor os desenvolveu. Para mim, Hazel no início deu certo desconforto, mas depois me acostumei com ela e passei a gostar da mesma. Talvez, sem querer, tive pena dela. Depois que compreendemos sua realidade fica meio difícil não ficar triste.

Gus foi o ponto alto do livro. Meninas veneram ele e não é sem razão – o cara é um galã. Na minha opinião, o autor focou demais nisso e acabou não falando muito sobre seu PASSADO, o que eu queria saber bem mais. O que ele fala para Hazel não é suficiente, e não sei se era esse o propósito do autor no final, nos fazer querer saber mais e sentir que não podemos, que somos incapazes. Se foi, então conseguiu.

Gostei muito da mãe da Hazel, é uma daquelas personagens que nos fazem lembrar nossa própria mãe. O autor trabalhou muito bem os pais dela e sua dor em poder perder a filha a qualquer momento. Nota dez.

A única personagem realmente inútil foi a Kaitlyn. Sério, eu entendi a intenção do autor de colocar uma amiga na vida de Hazel, mas ela é extremamente superficial. Só está ali por estar. E eu realmente acho que não seria o tipo de amiga de uma garota com câncer, intelectual e com crises existencialistas.

Não mudaria muita coisa no livro. O fato da a trama se basear em Hazel e Gus desejando saber o final de seu livro favorito, ”Uma aflição imperial”, me entreteu bastante, e sinceramente, foi o que me prendeu à história. Passear com eles por Amsterdã foi divertido, e o romance entre Hazel e Gus foi envolvente. John Green conseguiu criar um universo tão parecido com a realidade, tão idêntico, que me surpreendi quando soube que, por exemplo, os livros e o Falanxifor não existem de verdade.

Enfim, a Culpa é das Estrelas não te acrescenta MUITA coisa… Não toca a alma lá no fundo, mas te deixa meio pensativo. Faz refletir sobre a vida, sobre como se pode aproveitar ela. E sobre como algumas pessoas – que foram atingidas por doenças – não têm essa mesma chance de aproveitar. O nosso infinito é maior que o delas, por isso temos que desfrutá-lo da melhor maneira possível.

escrito mari

nota 4