A Última Esperança sobre a Terra – Resenha

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Título: A Última Esperança sobre a Terra

Autor: Richard Matheson

Editora: Francisco Alves

Ano de publicação: 1984 (original de 1954)

Páginas: 135 p.

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Sinopse:Terminada a guerra, manifesta-se estranha epidemia, trazida pelas tempestades de poeira e pelos mosquitos. Durante o dia, as pessoas permanecem em coma profundo; à noite, despertam repentinamente e saem em busca de alimento. Mas só de um: sangue. Médicos e cientistas não conseguem diagnosticar a enfermidade nem encontrar sua cura. O que é mais grave: a epidemia se alastra rapidamente, desorganizando toda a estrutura social. Todos ou quase todos acabam sendo atingidos pela nova Peste e a única solução é queimar os corpos numa gigantesca fornalha atômica: porque, de outra forma, os mortos retornam, sedentos de sangue.

Em meio a esse pesadelo, um homem não foi contaminado, por ter adquirido uma espécie de imunidade. Robert Neville, então, empreende uma operação de extermínio dos sobreviventes e, ao mesmo tempo, procura descobrir a origem da misteriosa doença. Ela sempre existiu, mas tinha sido encoberta, através dos séculos, pelo manto da fantasia, da superstição e do medo. Transformara-se numa lenda sinistra o que não passava de um fenômeno natural: a infecção por um bacilo. E Robert Neville, refugiado numa casa à prova de vampiros, vai desmontando, um a um, os disfarces da lenda.

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O livro segue Robert Neville, o qual tenta encontrar a causa – e talvez uma cura – para a epidemia que transforma vivos e mortos em vampiros. De noite trancado em sua casa protegida com alho e tábuas pregadas nas janelas; de dia procurando suprimentos e matando vampiros, os quais entram em estado de coma quando ao nascer do sol até o crepúsculo do dia.

Acompanhamos a mente do personagem, há anos sozinho, tentando não perder as esperanças onde parece ser um mundo onde só ele está vivo. Vemos o que ocorreu com sua esposa e filha, que sucumbiram à doença; a situação que ele e seus semelhantes se encontram após a guerra; tendo que encarar as tempestades de areia e os insetos nelas trazidos; como o coletivo se comporta quando a doença começa a se espalhar.

A trama tem um tom deprimente do começo ao fim. O protagonista muitas vezes se alcooliza para amenizar suas dores, o que acaba por lhe causar mais sofrimento ainda. Sem nenhum contato humano, Robert Neville reprime seus desejos sexuais e desaprende a conviver com os outros; no fim, quando encontra uma sobrevivente, às vezes se vê sentindo falta da solitude.

Recebeu três adaptações para o cinema: The Last Man on Earth (1964), The Omega Man (1971), Eu Sou a Lenda (2007, e provavelmente o mais conhecido) e I Am Omega (também de 2017). Referente às edições do livro, há um lançamento da Editora Aleph de 2015 intitulado Eu Sou a Lenda, para quem prefere comprar livros novos. Já para quem curte se aventurar em sebos, há a versão que eu li da Editora Francisco Alves, de 1984. Mas cuidado! Na contracapa, há spoilers do final do livro, o que pode estragar a surpresa para quem viu o filme do Will Smith ou até mesmo para quem nunca ouviu falar sobre a obra de Richard Matheson.

Recomendo para quem curte livros de ficção científica que exibem um futuro distópico. Falar mais do que já falei da história poderia estragar algumas surpresas presentes na parte final do livro. Caso ainda esteja com vontade de ler algo do gênero, recomendo o conto Não tenho boca e preciso gritar, de Harlan Ellison; história que mostra um futuro mais que pessimista.

nota 5

escrito paulo

 

A Última Música – Resenha

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Título: A Última Música
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 383 p.
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Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, obcecado na criação de uma obra de arte que será a peça principal da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e, conforme vai baixando a guarda, começa a se apaixonar profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade- e dor- jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A Última Música demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.
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 A Última Música começa com a personagem principal, Ronnie e seu irmão, Jonah, sendo levados pela mãe para passar o verão na casa do pai. Ronnie não está muito feliz com isso, pois o pai mora numa cidade litorânea pacata e ela curte baladas e agitação, além de que desde que ele e sua mãe se separaram o relacionamento dos dois ficou complicado.

Parece que vai ser mais uma daquelas estórias de adolescentes rebeldes mostrando toda a sua rebeldia, porém assim que Ronnie  conhece Will, um jogador de vôlei que dá uma bolada nela quando ela está passeando por um festival na praia, começamos a ver uma outra parte da personalidade dela aparecendo.

Conforme os dois vão se apaixonando, percebemos que, no fundo, ela é na verdade uma menina  bem sensível e não a revoltada que se mostra nos primeiros capítulos. Aos poucos, vamos conhecendo-a de verdade conforme ela se abre para Will, ao mesmo tempo em que vemos a relação dela com seu pai melhorar cada vez mais. Muitas coisas acontecem durante esse verão, e, no fim, temos uma estória triste e feliz ao mesmo tempo.

Eu acabei não gostando muito desse drama misturado com romance, porém pode ser porque eu fui ler querendo um tipo específico de estória, e não tinha nada a ver. Estava em busca de um livro “fofinho”, mas acho que cheguei à conclusão que Nicholas Sparks não é a melhor opção pra isso.

O livro tem vários pontos escritos com a intenção de serem tensos ou tristes, mas nenhum deles me tocou. Romance não é meu gênero favorito, mas escrito de uma certa maneira consegue me fazer chorar e ficar apreensiva, e estava procurando por isso quando peguei A Última Música na prateleira.

Achei que tiveram algumas (várias) partes da estória que o autor poderia ter aprofundado mais. Ele colocou vários “segredos”, mas não desenvolveu realmente nenhum. Tem vários acontecimentos que ele poderia ter desenvolvido melhor, talvez se ele tivesse focado mais em apenas alguns, ao invés de colocar tantos, teria dado mais certo.

Ao longo do livro conhecemos muito bem o Will, a Ronnie e o pai dela, Steve, mas senti muita falta de conhecer melhor a amiga dela, Blaze. Ela aparece bem no começo e no final, mas no desenvolvimento fica  em segundo plano, e sinto que ela poderia ter aparecido bem mais. Capítulos do ponto de vista dela seriam uma boa. Digo o mesmo para a mãe da Ronnie, Kim.

Bem, eu não tenho muito mais o que falar. Só li dois livros do Nicholas Sparks até agora, e entre esse e A Escolha, prefiro o segundo, porém se você gosta de um romance dramático com alguns clichês, vai fundo. Esse livro é tão famoso que tem até filme, então provavelmente várias pessoas gostaram dele.

nota 2

leticia

A Passagem – Resenha

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Título: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 815 p.
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Sinopse: Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado. A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitose extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.
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Se você procura um suspense pós apocalíptico, com tensão calculada e personagens envolventes, este livro é para você. A história começa, contando um pouco da vida de uma menina de 6 anos, chamada Amy, futuramente, A Garota de Lugar Nenhum. Aquela Que Surgiu, A primeira, Última e Única, a que viveu mil anos (não é Spoiler, está logo no começo). Logo sua história se entrelaça com a do agente Brad Wolgast do FBI, que vai trás dela após ser contatado para convencer 12 criminosos no corredor da morte a participar dos testes de uma pesquisa – com um vírus encontrado por um cientista (infectado Zero), que, modificado em laboratório – busca aumentar a expectativa de vida humana. É importante ressaltar que nenhum personagem é apenas mencionado, ao contrário, é dedicado uma parte inteira apenas para narrar a vida deste personagem – o que levou ele estar ali, e até mesmo a relação dele consigo mesmo; permitindo que o leitor se envolva mais com os acontecimentos dali para frente. Após Brad Wolgast encontrar Amy, uma forte conexão liga os dois, fazendo com queele fuja com a garota, para protege-la das autoridades que querem utiliza-la por fim científicos. Mas não demora muito tempo para que o mundo como conhecemos desapareça em questão de páginas. Com a queda da segurança no laboratório secreto onde os testes estavam sendo feitos, os Doze – que agora já não são mais humanos, e sim criaturas que adquiriram tamanho e força anormal, imortalidade, sensibilidade a luz, além de uma sede por sangue- conseguem se libertar do local iniciando uma carnificina, que transforma todo o território americano e o resto a população em “virais”. Há então uma quebra no tempo, e se passa 92 anos, onde não se há mais contato com o mundo exterior, e o que restou da população (um número muito pequeno) vive isoladas em pequenas colônias cercadas por holofotes, tentando sobreviver dos virais (que chegam ao 40 milhões!). A partir daí, a história começa a acompanhar a vida de 5 jovens, dando destaque ao Peter e Alicia. Na colônia, podemos observar como o que restou da humanidade vive, seguindo regras e funções em meio a um pequeno espaço com recursos limitados. Até mesmo a energia que mantem os holofotes ligados na noite, afastando os virais, está acabando – o que faz com que nó fiquemos apreensivos junto das pessoas, apenas aguardando o momento do ‘blackout’. O livro narra acontecimentos pequenos de pessoas de outros lugares do país (dica: tudo tem uma conexão com a história principal), fazendo com que possamos ver como a situação está em outros lugares, além de descrever tudo com uma narração que de tão cativante torna-se natural (o que acaba sendo irônico, pois até cenas perturbadoras e sangrentas acabam saindo de uma forma natural). Porém, mesmo com a narração cativante, você deve vir preparado para um livro que carrega muitas informações (o que colabora pro realismo da história), coisa que, dependendo do seu costume de leitura, pode se tornar cansativo. Enfim, A Passagem é um livro que te envolve desde a primeira página até a última, o que serve de motivo para já correr até a livraria e começar “Os doze”, segundo livro da trilogia. Eu posso listar inúmeros motivos para A Passagem ser uma história contada de forma única, mas aqui, irei mencionar três:
1. Todos os personagens são importantes, ou o escritor faz você sentir que são.
2. O desenvolver da história acontece no tempo de um século! (Ao longo da
trilogia)
3. Os “monstros” da história não são os tipicamente frios e animalescos, mas ainda mantem uma humanidade e relação com suas vidas que mechem com os sentimentos do leitor.

nota 5

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Espada de vidro – Resenha

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Título: Espada de Vidro
Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2016
Páginas: 496 p.
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Sinopse: O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. QUando finalmente consegue escapar do palácio, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. AGora, enquanto foge, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. ESsa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.
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“Se sou uma espada sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.” O livro prossegue exatamente de onde parou o primeiro livro, antes a sociedade era dividida entre vermelhos e prateados, sem poderes e com poderes, todavia quando os poderes de Mare foram expostos ao público a garota surpreende a todos , visto que até então, não existia nenhum sangue vermelho com poder, o enredo se desenvolve com ela e alguns aliados tentando fugir das garras do novo rei frio e calculista e ir a procura de sanguenovos que estavam escondidos na sociedade, ao fazer isso o enredo envolve mesmo em um contexto surreal, uma reflexão social das normas presentes na sociedade. Mare se julgava esperta, depois de ter sido enganada, ela ficou dilacerada, sem alicerce e insegura, o que aproxima cada vez mais o personagem do leitor, devido as incertezas e o medo das consequências dos atos de cada um, há uma explosão de adrenalina no leitor, a cada página, a cada reviravolta o leitor se redescobre junto com o personagem, é um livro cativante do começo ao fim. Apresenta algumas características clichês, mas tal informação guardei para o final, por medo da má interpretação da palavra clichê, por mais que haja um romance, e algumas coisas do tipo esse livro não pode ser comparado a nenhum outro. “Ninguém nasce mau, assim como ninguém nasce sozinho. As pessoas se tornam más e solitárias, por escolha e circunstância. Esta última você não pode controlar, mas a primeira… Mare, temo muito por você.”
nota 5
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O Sol é Para Todos – Resenha

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Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano de Publicação: 1960
Páginas: 281 p.
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Sinopse: A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
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Jean Louise Finch, ou Scout, como é chamada por conhecidos, vive na pacata cidade de Maycomb, no Alabama. Com seus sete anos, é levada, sapeca e muito curiosa. Vive junto com seu pai, Atticus Finch, seu irmão, Jem Finch e sua “empregada” negra (considerada praticamente uma mãe), Calpúrnia. Como qualquer criança, se mete em aventuras lado a lado com seu irmão e seu amigo Dill, uma delas sendo desvendar o segredo do misterioso e nunca mais visto Boo Radley que, por acaso, é seu vizinho. Essa pode parecer apenas uma história qualquer de uma criança qualquer, porém tem raízes bem mais profundas do que uma vida feliz e superficial. Ao ser indicado para um caso de defesa, Atticus Finch se vê sem escolha e deve defender um “preto” acusado de estuprar uma branca. Atticus tem duas opções: ou ir contra seus princípios e largar o caso, ou lidar com uma situação complicada – a de ficar do lado de um negro em pleno século 30. Esse caso não irá apenas mudar a vida do pai de Scout, mas também a dela, que terá que amadurecer antes da hora para poder enfrentar a comunidade conservadora em que vive.
“O Sol é Para Todos” (sendo o título em inglês “To Kill a Mockingbird”), escrito por Harper Lee, sempre foi um livro de meu interesse justamente por ser recomendado por muita gente e de cara considerado um clássico da literatura americana. A tradução que li, escrita por Beatriz Horta, foi muitíssimo bem feita e pude ler sem nenhum problema: o livro fluiu como mágica e em uma  suspirada me via avançar sessenta páginas. O fato do livro ser narrado a partir do ponto de vista de uma criança (uma sacada genial do autor) também ajudou a intensificar todos os sentimentos que ele queria transmitir.
Porém, a história vai além de apenas um julgamento. Os mais importantes acontecimento da vida de Scout durante os 2 anos que passaram foram narrados impecavelmente e o autor no fim conseguiu conectá-los com o julgamento principal, passando uma mensagem que não seria “captada” por uma leitura desatenta. Portanto, leia com atenção, ou melhor: deguste cada pedacinho. Esse livro vale a pena ser lido, pois nos faz realmente refletir sobre algumas atitudes que ainda estão erradas e ainda praticamos.
Se você está procurando por uma viagem no tempo, vai gostar de saber que a história se passa em 1930 – quando o preconceito racial era forte e os costumes, meio que diferentes (tirando o fato de que mulheres ainda se reúnem para fofocar, vizinhos ainda comentam sobre a vida dos outros e algumas “justiças”… bem, talvez não sejam tão justas como gostaríamos que fossem). Eu, particularmente, adoro adentrar em outras culturas e a americana, de algumas décadas atrás, foi muito gostosa de ler.
Conclusão : LEIA! “O Sol é Para Todos” é um livro que qualquer um pode entender; uma leitura fácil, que não requer vocabulário sofisticado, apenas vontade de ler mesmo. Apesar de ser um livro escrito em 1960, aborda temas que (infelizmente) ainda são atuais e estão, sim, presentes na nossa sociedade. Tente, caso saiba inglês, ler o livro no originalzinho mesmo, assim você estará honrando ainda mais o trabalho deste autor tão incrível. Ah! Após devorar as páginas, recomendo dar uma chance ao filme – afinal, não foi à toa que o mesmo ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado!

nota 5

escrito mari

Eleanor & Park – Resenha

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Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 328 p.
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Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
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O livro, logo no início, nos apresenta uma das personagens, Eleanor, uma garota que havia passado um tempo fora de casa, mas que agora retorna a morar com a mãe e percebe que nada mudou, tendo que enfrentar as mesmas dificuldades. A sua realidade é de uma família pobre, onde tem que conviver com o padrasto violento e com uma mãe que é totalmente obediente ao seu marido, e por isso, muitas vezes acaba sendo agredida. Mesmo com vários problemas dentro de casa, ela sempre tenta ser uma pessoa forte.

Eleanor é o tipo de garota que acaba se diferenciando de qualquer um pelo seu estilo de roupas chamativas e seus acessórios, junto com um cabelo ruivo um tanto que desordenado, e assim, sendo impossível não atrair os olhares dos outros para si. É por esse mesmo motivo que ela acaba sofrendo bullying constantemente dos colegas. Em seu primeiro dia de aula, no ônibus, ela é logo motivo de risadas e piadas, onde ninguém quer que ela se sente ao seu lado. Assim, ela encontra um lugar vazio ao lado de Park, que a deixa ocupar o lugar.

Diferente dela, Park vive uma realidade totalmente diferente da sua. Ele é um mestiço, sua mãe é coreana e seu pai americano. Ele possui um irmão mais novo e sua família lhe oferece uma vida muito boa, mas tem grandes problemas com seu pai, que não entende e nem aceita o jeito diferente do filho. É um garoto que procura ser quieto e não chamar a atenção, permanecendo sempre em um mundo só seu. A princípio ele também acha Eleanor estranha, e mesmo pegando ônibus juntos e sentando um ao lado do outro, os dias vão passando sem que não haja nenhuma conversa.

Park está sempre com seus fones de ouvido no último volume e lendo seus gibis. Ele logo percebe que Eleanor também está lendo com os cantos dos olhos, e então passa a lê-los mais devagar para que ela acompanhe. Em uma dessas vezes Park começa uma conversa, e a partir disso a relação entre eles começa a se estabelecer, descobrindo cada vez mais as semelhanças que cada um possui. A música se torna um assunto em comum, e além de revistas em quadrinhos, ele passa a gravar suas músicas preferidas para que ela escute. Assim, um se torna tão importante para o outro que eles só pensam nos momentos em que poderão estar juntos. O final de semana acaba sendo entediante sem a presença do outro.

O livro se passa em 1986, e isso é percebido ao longo de toda a narrativa por conta das referências do universo geek, além do punkrock dos anos 80. É difícil ler Eleanor&Park e não se envolver com os personagens e a história. O livro não vai apenas contar sobre um romance adolescente, mas também envolver assuntos como o bullying, preconceito, aceitação do corpo, sexualidade e muitas inseguranças e medos. O companheirismo que um possui como outro e como compartilham as dificuldades que enfrentam é o que acaba fazendo você se emocionar.

A obra possui uma leitura maravilhosa, pois é simples e direta, não a tornando cansativa. O livro é abordado de uma forma que possui a perspectiva dos dois personagens, intercalando entre si. Isso é interessante, pois faz com que o leitor acompanhe a visão de cada um contada pela autora.

O final é surpreendente e inesperado. É como se você terminasse o livro, mas com a sensação de desejar ler mais e saber o que acontece depois. Pode ser algo diferente para alguns ao terminar de ler, onde o final pode decepcionar, chegando a causar certo estranhamento, já que é um final imperfeito e buscamos um final feliz, mas com certeza causa no leitor uma pequena esperança. É um livro comovente e que passa uma mensagem tocante. Difícil não se apaixonar junto.

nota 5
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Misery Louca Obsessão – Resenha

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Título: Misery Louca Obsessão
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 347 p.
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Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. 
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery – Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
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Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Stephen King mas nesse caso foi só amor! Li Misery já sabendo da história mas nem imaginava o que me esperava ao ler esse clássico do terror psicológico. Ele começa de boas, você até se identifica com a Anne em alguns momentos – se você já foi fã de alguém famoso você com certeza vai se identificar! – até que o livro parte para um ritmo aterrorizante e frenético até você chegar ao ponto de não saber mais do que a Anne é capaz.

O ponto alto aqui são os personagens extremamente bem construídos, um ótimo trabalho do King que tinha o desafio de levar um livro inteiro apenas com um único local e 2 personagens e isso é feito com maestria. O cenário é claustrofóbico e o ritmo adequado, se em alguns momentos a lentidão é a nossa maior inimiga em outros a rapidez como as coisas acontecem é aterrorizante. Mas como mencionado antes todo TCHAN se dá por Paul e Anne. De um lado temos um escritor famoso angustiado com sua obra prima e nós o entendemos completamente e isso é chave para que possamos ficarmos presos no livro porque se o Paul fosse um chato de galocha iríamos querer que ele morresse logo, MAS NÃO, o Paul é incrível e você só quer que ele se salve e exponha pro mundo seu novo livro. Do outro lado temos Anne, psicopata mor, rainha da tortura tanto física quanto psicológica não apenas com Paul mas com você, caro leitor! Se você curte um suspense bem feito e que te prende até o fim corre pra ler Misery, que você não irá se arrepender! E deixo aqui a minha recomendação para o filme que faz jus ao livro e tem uma das maiores atuações da história o qual fez a Kathy Bates levar um Oscar!

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