Aconteceu naquele verão – Resenha

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Título: Aconteceu Naquele Verão
Organizadora: Stephanie Perkins
Editora: Intrínseca
Páginas: 381 p.

 

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Sinopse: Talvez sejam os dias, que ficam mais longos e preguiçosos; ou talvez seja o calor, que deixa as pessoas mais eufóricas. Uma coisa é certa: o verão é a estação perfeita para se apaixonar… e Aconteceu Naquele Verão é o livro perfeito para quem adora histórias de amor.
Nestes doze contos, que vão do romance ensolarado aos mais surpreendentes toques de mistério, estranheza e sobrenatural, você vai se encantar pelos personagens e torcer para que todos tenham seu final feliz.
Parques de diversão, montanhas, lagos secretos, shows de rock, colônias de férias e até mesmo outras dimensões – o amor não escolhe hora nem lugar para acontecer. Então coloque seus óculos escuros, abra sua cadeira de praia e aproveite estes doze motivos para suspirar e se encantar.

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Aconteceu Naquele Verão é uma coletânea de doze contos de romance, e o ponto comum entre eles é que todos se passam nas férias de verão. Temos estórias de imaginação, drama e suspense, cada uma delas com um par romântico como personagens principais.

Gostei de todos os contos, alguns mais, outros menos, mas alguns me chamaram mais a atenção por elementos específicos da estória, como o da Cassandra Clare, “Nova Atração”, que gostei muito de ler porque fazia muito tempo que eu não lia livros de aventura/imaginação. Eu nunca havia lido nada dessa escritora e achei a narrativa dela bem parecida com a do Rick Riordan. Outro conto que achei um dos melhores foi “Inércia”, da Veronica Roth, principalmente porque ele mexe com o tempo e tem pessoas visitando lembranças, algo que amo em livros e filmes, e também porque foi um dos únicos que me fez ficar angustiada pra saber se os dois personagens iam ficar juntos (li esse de uma vez só, pra se ter uma ideia).

Mas, entre todos, com certeza o meu favorito foi “O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas”, do Lev Grossman. Eu não conhecia esse autor e é certo que vou procurar outros livros dele, pois esse conto fechou a coletânea de um jeito que me fez querer que o livro não acabasse nunca (também li esse de uma vez só). Ele fala sobre um menino que, de alguma forma, ficou preso no dia 4 de agosto. Após cada noite ele acorda novamente no mesmo dia, e parece ser o único a perceber que o dia se repete, pois todas as outras pessoas fazem a mesma coisa todos os dias achando que é a primeira vez. Só aí esse conto já me ganhou de cara, pois, como disse anteriormente, amo estórias que mexem com o tempo. Pra deixar ainda melhor, quando ele encontra uma menina que também sabe que o dia está se repetindo, eles resolvem criar um mapa com todos os “momentos perfeitos” que encontram: colocam a hora exata e o lugar em que eles acontecem pra poder visitar sempre que querem. E além de tudo isso ainda tem um mistério sobre algo que acontece no dia da menina. Perfeito.

Os contos que não gostei tanto foram “Prazer Doentio”, da Francesca Lia Block, que achei a estória completamente sem propósito, “O Último Suspiro do Cinemorte”, da Libba Bray, que era pra dar medo, mas não deu, e “Amor é o Último Recurso”, do Jon Skovron, que achei meio bobinho. Um dos contos, “Em Noventa Minutos, Vá em Direção a North”, da Stephanie Perkins, é a continuação de outro que foi publicado pela autora na coletânea “O Presente do Meu Grande Amor”, que vou procurar, pois gostei muito.

Pra terminar, só posso dizer que é um livro muito bom e que provavelmente agrada a muitos leitores, pois tem um pouco de tudo. Recomendo muito ler agora nas férias, já que ele tem esse clima de verão, mas também é legal para ler durante o ano porque dá pra matar a saudade de vários tipos de livro com estórias curtas que dá pra ler facilmente no curto tempo livre entre as tarefas.

nota 5

leticia

 

Felidae – Resenha

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Título: Felidae
Autor: Akif Pirinçci
Editora: Nova Fronteira
Ano de lançamento: 1995 (original de 1989)
Páginas: 380 p.

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Sinopse: “Uma história policial, dura e nada sentimental, contada do como os gatos vêem as coisas. Eu queria que o meu gato pudesse ler este livro.” Patricia Highsmith

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Francis, um gato, se mudou recentemente para o bairro com o seu dono, em uma casa que não é de seu agrado, e, para piorar a situação, encontra o cadáver de um companheiro de espécie no quintal vizinho. Com o passar do tempo, outros cadáveres começam a aparecer, e Francis inicia uma investigação a respeito. Felidae não difere muito do que seria encontrado em uma história de detetive, a principal diferença sendo que seus personagens são gatos. Um conto violento e pesado, que não poupa detalhes ao detalhar os cadáveres de felinos encontrados em suas páginas, e também os sonhos esquisitos que seu protagonista tem. Também conta com várias curiosidades a respeito da biologia e comportamento dos felinos domésticos. Felidae recebeu uma adaptação para o cinema em 1994 em formato de animação, retendo toda a violência e mistério do romance. Recomendo ambos filme e livro para todos os amantes de gatos.

nota 5

escrito paulo

O Homem de Giz – Resenha

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Título: O Homem de Giz

Autor: C.J. Tudor

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2018

Páginas: 272 p.

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Sinopse: Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.
Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.
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Ganhei este livro de aniversário. Minha amiga estava super entusiasmada quando me deu e até mesmo pediu emprestado logo que eu terminasse a leitura. Não tiro a razão de seu entusiasmo; o livro é lindo. Capa dura, com uma fonte rabiscada para o título, laterais pretas e homenzinhos de giz nos esperando assim que o abrimos para ler. Além disso, o interior também é de tirar o ar. A cada capítulo novo temos uma página completamente preta e o texto em letras brancas! A editora Intrínseca realmente acertou ao lançar essa edição… E devo confessar que cometi um dos maiores erros que um leitor pode cometer – julguei o livro pela capa e estava com altas expectativas.
Ano passado o marketing em cima dele foi grande. Em todo o lado “brotaram” resenhas sobre O Homem de Giz, homenageando a autora e comparando seus livros com o de autores renomados de terror e thriller, como Stephen King e até mesmo Edgar Alan Poe. Não acho que ela tenha feito por merecer esses títulos. Embora tenha acertado em muitos pontos, ela também errou bastante e falta muito para conseguir trilhar um caminho tão grandioso quanto o destes autores. Porém, vale ressaltar que é o primeiro livro dela, então não podemos esperar a perfeição.
Bem, vamos para a história: Eddie, um professor de meia idade está vivendo sua vida normalmente quando seu passado de 30 anos atrás resolve voltar e atormentá-lo… Um passado que envolve ele e seus amigos encontrando uma garota que foi esquartejada com suas partes espalhadas em uma floresta. O grupo de amigos de Eddie é bem do estilo “Stranger Things” e “It – A Coisa”, então se você curte séries e filmes assim, provavelmente vai gostar bastante deles. Como se trata sobre memórias do passado do personagem principal, a autora alterna entre os anos em cada capítulo. Uma hora estamos lendo o Eddie do presente, em 2016, e na outra, o Eddie de 1986. Eu particularmente achei isso muito legal. É bacana ter terminado um capítulo e se deparar com uma página novinha de um ano diferente para continuar.
Assim que Eddie vai nos contando mais, conseguimos ir encaixando a história na nossa cabeça. Mas não se engane; não é um livro fácil de se entender. Na verdade, tive que ler muito atentamente o final para não me perder. Foi uma experiência nova ter que prestar atenção em todos os fatos, ter VONTADE de resolver o mistério e ver o culpado ser punido. Além do mais, o narrador não é muito confiável, pois tem problemas com bebida e também um histórico de Alzheimer na família. C.J Tudor conseguiu me prender no emaranhado de seu enredo.
Os personagens são interessantes, mas poderiam ter sido melhor construídos. Não senti apreço por nenhum em particular, nem mesmo pelo principal. Os amigos de Eddie são até mesmo chatos às vezes. São eles: Gav Gordo, Hoppo, Mickey Metal e Nicky. O único que se salva é o Hoppo, o menos pior dentre eles. De alguma forma a autora fez eles terem mais pontos negativos do que positivos e por isso talvez não cativem todos os leitores. Formam a clássica turma de “rejeitados” da escola, inclusive sofrendo bullying (principalmente Eddie). Logo depois temos o Sr. Halloran, que já conhecemos no primeiro capítulo. Ele será o professor de Eddie e talvez o principal suspeito, pelo menos no início. É um sujeito estranho e pálido, que está sempre usando chapéus e é um tanto sinistro. Ele e Eddie se conhecem num parque de diversões ( seria uma referência a “Joyland”?) e salvam uma garota que caiu de um brinquedo que estragou. Desde aquele dia Eddie tem certo medo, mas também admiração, por seu professor. Outros personagens importantes são, claro, os pais de Eddie, Chloe (sua inquilina no presente) e o Reverendo Martin, pai de Nicky, que não tem uma relação muito boa com a filha. O Reverendo Martin também liderava um grupo de pessoas consideradas extremistas contra a clínica de aborto da mãe de Eddie em 1986.
É um livro bom de ler. Em nenhum momento a autora te faz ter vontade de desistir da leitura, sempre deixando no final de cada capítulo uma ponta solta para desvendar. E esse, na minha opinião, foi o maior problema. Após ter acumulado tanto mistério, senti que as pontas foram resolvidas de qualquer jeito. Muitas falhas, muitas fendas abertas e algumas mal tapadas. A resolução do livro não é nada que você já não tivesse pensado, ou pelo menos cogitado. Talvez consiga surpreender alguns, porém infelizmente não me surpreendeu. O que mais me impressionou não foi o mistério principal, e sim outro que a autora colocou no meio, e que nem foi tão misterioso assim.
Há também um toque de sobrenatural, como os bonecos de giz, os desenhos e as premonições. Cabe ao leitor decidir se foram reais ou alucinações do Eddie.
Concluindo, não é um livro nem muito bom nem muito ruim. É uma leitura diferente, um pouco clichê e um pouco inovadora ao mesmo tempo. Para mim, o final foi decepcionante, pois a autora conseguiu atiçar a curiosidade durante todo o texto, me fazendo ficar até ansiosa e no final não respondeu todas as perguntas. Leia por sua conta e risco. É um livro de extremos – ou você ama, ou odeia.
É claro que ele está maravilhosamente bem colocado na minha estante, mas não na minha consciência crítica…
nota 3
escrito mari

A Guerra dos Mundos

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Título: A Guerra dos Mundos

Autor: H.G. Wells

Editora: L&PM Pocket

Ano de publicação: 2017 (original de 1897)

Páginas: 255 p.

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Sinopse: E se de repente marcianos invadissem a Terra e começassem a eliminar todos os homens que encontrassem pela frente? E se esse fosse pens o primeiro passo para dizimar a civilização O mundo, como conhecido até então, deixaria de existir. As cidades, as organizas políticas e as leis de nada valeriam. Sobreviver se tornaria quase impossível. Este é o universo criado por H.G. Wells em A guerra dos mundos, uma das histórias de ficção científica mais influentes da literatura.

Publicado pela primeira vez em capítulos em 1897 e depois reunido em livro no ano seguinte, um do primeiros romances sobre invasão alienígena inspirou filmes e diversas adaptações, sendo a mais conhecida a transmissão radiofônica de Orson Welles em 1938, até hoje estudada nos cursos de comunicação: milhares de ouvintes americanos teriam entrado em pânico por achar que se tratava de um verdadeiro ataque marciano, tamanho o realismo e a força desta surpreendente narrativa.

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Após a queda de alguns cilindros vindos do espaço, que se revelaram conter marcianos e suas máquinas em seu interior, a Terra se vê em guerra com uma força superior devastadora, que destrói cidades com facilidade e extermina pessoas com seus raios de calor, em conjunto com uma fumaça preta tóxica.

O narrador do livro é um escritor, que no início dos acontecimentos manda sua mulher ir para a casa de seu irmão em razões de segurança. Após um ataque maciço contra as localidades em que se encontra, ele decide se encontrar com sua esposa e inicia uma terrível jornada.

O livro foi escrito no século XIX, portanto, diferente da adaptação para o cinema de 2005, os sobreviventes fogem com carroças e bicicletas; os soldados usam canhões de batalha. A época e local em que o livro ocorre (Inglaterra, fim do século XIX) torna a leitura bastante interessante: uma visão de como seria uma invasão alienígena no passado, no contexto de que nos acostumamos com situações semelhantes ocorrendo na contemporaneidade, geralmente devido aos filmes.

Recomendo a leitura para quem quer presenciar um ataque marciano em uma época diferente, além de ser um clássico da ficção científica. Também recomendo as duas adaptações para o cinema, que ocorrem também em épocas diferentes: a versão de 1953 e a de 2005.

nota 3

escrito paulo

O Clube dos Anjos

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Título: O Clube dos Anjos
Autor: Luis Fernando Verissimo
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 130 p.
Ano de publicação: 1998

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Sinopse: Não é todo dia que se quer ouvir uma crocante fuga de Bach, ou amar uma suculenta mulher, mas todos os dias se quer comer. A fome é o único desejo reincidente, pois a visão, acaba, o poder acaba – Mas a fome continua.
O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Verissimo, é uma insólita e bem-humorada celebração da gula, na série Plenos Pecados. O livro conta a história de dez homens que se entregaram a está afinidade animal, a fome em bando – sem temer a morte. Na verdade, a perspectiva de morrer só aumentaria, para eles, o prazer na comida, e o desafio filosófico da gastronomia: a apreciação que exige a destruição do apreciado.

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Antes de qualquer coisa eu preciso dizer que esse livro me tirou de uma ressaca literária que já durava muito tempo. Há mais de um ano eu não sentia a vontade de ler que sempre tive e, consequentemente, não acabava tão rápido os livros quanto costumava, mas O Clube dos Anjos me fez ler não apenas para matar minha fome de livros, mas também atiçou a minha “gula”.

A estória gira em torno de 10 amigos que mantém jantares mensais um na casa do outro há 21 anos. Ao longo do tempo, os encontros que começaram em uma mesa de bar, tendo como prato principal um picadinho, evoluíram para jantares com pratos sofisticados e fizeram dos dez amigos críticos gastronômicos reconhecidos.

Porém, por ser uma amizade de tantos anos, existem entre eles algumas farpas, e há tempos os jantares já não tinham mais a leveza que costumavam ter. É quando um deles conhece por acaso um cozinheiro – Lucídio – e decide levar ele para cozinhar o próximo jantar.

Certo, até aí tudo bem, mas acontece que na noite após esse jantar, um dos participantes, o André, passa mal e morre de parada-cardíaca. O prato que fora servido era seu favorito, e ele foi o único a repetir. E essa mesma situação se repete a cada mês, participante por participante.

Dá uma agonia imensa ver os amigos morrendo, um por um, e não entender o motivo – Já adianto que eu não me agradei muito com ele, quando finalmente foi revelado. Agonia maior ainda é que eles continuam se encontrando mês a mês, mesmo sabendo o que provavelmente vai acontecer.

Isso me fez ficar pensando sobre um vício: a pessoa sabe que ele faz mal, no entanto continua fazendo pois o prazer que ele dá momentaneamente é grande. Principalmente o fim da estória desencadeia essa reflexão.

Eu só havia lido crônicas do Luis Fernando Verissimo, mas amei demais sua maneira de escrever romances. Como eu disse antes, ele me prendeu de um jeito que há muito um livro já não me prendia, eu acabei ele em um dia e depois disso já engatei outra leitura. Ele me fez voltar a sentir vontade de ler a qualquer hora.

Indico muito, muito, só não dei 5 estrelinhas porque realmente achei que a justificativa do assassino não ficou a altura do desenrolar do mistério.

nota 4

leticia

 

 

Para Todos os Garotos que Já Amei – Resenha

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Título: Para Todos os Garotos que já Amei
Autora: Jenny Han
Editora: intrínseca
Páginas: 350 p.
Ano de publicação: 2015

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Sinopse:  Lara Jean Guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que já amou – cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

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E se tudo que você já escreveu pensando em alguém fosse parar nas mãos da pessoa em questão? Quem, assim como eu, tem o costume de escrever, sabe o quão profundas podem ser as palavras que colocamos no papel. É exatamente isso que acontece em Para Todos os Garotos que já Amei.

Lara Jean escreve cartas quando deseja pôr um ponto final nos crushs que nunca se concretizam. É dessa maneira que ela coloca o sentimento pra fora e tenta acabar com ele. Ela já escreveu 5 – uma para cada garoto que já amou – e endereçou todas, embora, obviamente ela nunca tenha a intenção de mandar. Acontece que, de alguma maneira, cada uma das cartas é enviada ao seu destinatário, inclusive ao seu crush atual, Josh, que coincidentemente é o (ex-)namorado da irmã dela.

Tentando fazer com que o Josh pense que a sua paixão por ele acabou há muito tempo, Lara faz um acordo com um dos outros destinatários, o Peter, que era amigo dela no ensino fundamental e atualmente é um dos meninos mais “crushados” da escola: eles vão fingir estar namorando, assim a Lara consegue manter sua amizade com Josh e não magoar a sua irmã, Margot, e o Peter pode fazer ciúmes na ex-namorada que acabou de terminar com ele.

Essa ideia tem tudo pra dar errado, né? Pois é, foi exatamente o que eu pensei. Mas o que vemos acontecer aos poucos é o “namoro de mentira” se tornar uma amizade de verdade, e chegou num ponto que eu comecei a “shipar” muito eles dois. Mas o livro acaba numa parte que dá agonia, sem NENHUMA resposta ou indício do que vai acontecer. Preciso muito ler o segundo.

Eu assisti o filme do Netflix antes de ler (na verdade eu fui ler porque gostei do filme) e, comparando um com o outro, prefiro o filme na maior parte do tempo, principalmente a irmã mais nova da Lara, Kitty. Achei a personagem muito melhor construída na adaptação. A única parte em que o livro vence é no final. Quando eu estava assistindo, pensei: “Hummm, isso aí tá muito corrido, no livro deve levar bem mais tempo pra tudo se resolver”, e realmente, o final tem um desenvolvimento bem mais longo.

Eu acho que a relação da Lara e do Peter poderia ter sido melhor aprofundada (como foi no filme), eles poderiam ter criado mais cumplicidade. No entanto, isso é apenas algo que eu gostaria que tivesse acontecido, não prejudica a estória. Vou torcer pra que nos próximos isso aconteça.

É clichê? Bem, como todas as estórias de romance, ela tem vários detalhezinhos clichês (pra falar a verdade, eu nunca li um livro de romance que conseguisse fugir completamente disso, se alguém souber, por favor, me indica), mas isso não me incomodou, pois a trama principal é BEM original. Amei muito essa ideia das cartas, consegui sentir o pânico da Lara ao saber que os ex-crushs todos sabiam exatamente o que ela sentia e pensava de cada um. Quem escreve vai facilmente se identificar.

Indico demais, é uma leitura muito leve e prazerosa, um daqueles romances “fofinhos”, que faz o coração acelerar e não dá vontade de parar de ler até terminar!

nota 5

leticia

O Assassinato de Roger Ackroyd – Resenha

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Título: O assassinato de Roger Ackroyd

Autora: Agatha Christie

Ano de publicação: 1926

Editora: Globo Livros

Nº de páginas: 483 p.

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Sinopse: Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia.
Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. 
Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.
Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações.

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Devo confessar que sou totalmente viciado em romances policiais bem escritos, e desde que li todos os contos do Sherlock Holmes, escritos pelo autor Arthur Conan Doyle, fiquei desapontado e ansioso por novos mistérios. Entretanto, ao me deparar com Agatha Christie e deu universo fabuloso que nos presenteou com dois detetives: Poirot e Miss Marple, devo confessar que fui fisgado.

O livro em questão é narrado em primeira pessoa, e esse personagem-narrador tem a difícil missão de nos contar o triste falecimento de seu amigo, Dr. Roger Ackroyd. Todavia, no desenrolar da trama, mais personagens são inseridas como suspeitas (o que particularmente me confunde muito, pois Agatha sempre escreve seus textos com muitos personagens, o que torna difícil a compreensão da história, pois temos que decorar o nome de todos).

O final do livro me deu um choque tremendo, que precisei de um bom tempo para me recuperar, uma vez que, a partir de uma reviravolta de última hora, ficamos todos de queixo caído com a revelação do assassino. Recomendo muito este livro, porque é bem detalhado, com surpresas e mistérios que te prendem do começo ao fim.

nota 5

escrito oxi