Poliana – Resenha

59f08364-307d-45c4-bc38-c410803101ad

Título: Poliana

Autor: Eleanor H. Porter

Editora: Ediouro

Ano de Pulicação: 2001

Nº de páginas: 174 p.

cropped-barra.png

Sinopse: narrativa que impressiona leitores do mundo todo pela intemporalidade de temas que fazem de Poliana uma obra eterna e ainda hoje um grande sucesso, pois resgata valores pessoais como bondade, respeito e solidariedade.
É a comovente história de Poliana, órfã de pai e mãe, que vive muitas dificuldades mas aprende com o pai, um homem sábio, o “jogo do contente", que a fortalece no dia-a-dia. Então o ensina aos outros para transmitir algo bom.
A obra desencadeou nos Estados Unidos e no mundo uma impressionante onda de esperança, otimismo, boa vontade e sensibilidade às questões alheias. Uma verdadeira batalha de humanização!

cropped-barra.png

Poliana é órfã de mãe desde pequena, e quando perde também seu pai, é levada para morar com sua tia Paulina, uma mulher de muitas posses, mas que é também muito amarga. Acontece que Poliana é uma menina extremamente otimista, que logo cativa a todos com sua alegria e o “jogo do contente”: uma “brincadeira” que consiste em encontrar algo feliz em todas as coisas, mesmo as que parecem não ter nada de bom. Fiquei com uma vontade muito grande de tentar esse jogo, porém a própria Poliana admite em certo momento que é muito mais fácil falar aos outros o que existe de bom no que eles estão passando, do que encontrar algo bom quando nós estamos passando por uma situação difícil.

“É fácil ensinar os inválidos a se sentirem contentes, mas quando isso acontece com a gente, diz ela que é diferente. (…)Ela costumava dizer que o jogo fica mais bonito à medida que fica mais difícil e ela falou que estava errada quando pensava assim.” P.148,149

É muito bonito ver como a Poliana consegue colocar alegria na vida de cada pessoa que encontra, simplesmente mostrando a elas uma coisa boa em situações em que todo mundo só enxerga tristeza. Me fez ficar pensando naquelas pessoas que aparecem pra gente quando não estamos bem e levam os sentimentos ruins embora (muitas vezes sem nem saber que eles existem). Todos nós podemos ser uma “Poliana” na vida de alguém.
A estória do livro é muito cativante e fofa, porém eu achei o final “corrido”. Tem muitas coisas que poderiam ter sido melhor explicadas, poderia ser um livro BEM maior. Eu teria gostado muito de passar mais tempo dentro dessa estória e ter descoberto mais sobre cada um dos personagens.
Não sei o quê, mas algo me lembrou vagamente “Clarissa”, do Érico Veríssimo. Não sei se foi a inocência da Poliana, o fato de ela ir morar com a tia ou a descrição dos vizinhos e amigos, mas eu tive a mesma sensação ao ler. Ainda considero “Clarissa” melhor, mas uma estória lembra a outra.
Eu gosto muito quando encontro um clássico gostoso de ler, pois até um tempo atrás eu fugia dessas leituras porque achava massante. “Poliana” é ótimo pra ler rapidinho, entre dois livros mais “pesados”, porém sem deixar de refletir sobre a vida.

nota 4

leticia

O Sol é Para Todos – Resenha

download.jpg

Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano de Publicação: 1960
Páginas: 281 p.
cropped-barra.png
Sinopse: A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
cropped-barra.png

Jean Louise Finch, ou Scout, como é chamada por conhecidos, vive na pacata cidade de Maycomb, no Alabama. Com seus sete anos, é levada, sapeca e muito curiosa. Vive junto com seu pai, Atticus Finch, seu irmão, Jem Finch e sua “empregada” negra (considerada praticamente uma mãe), Calpúrnia. Como qualquer criança, se mete em aventuras lado a lado com seu irmão e seu amigo Dill, uma delas sendo desvendar o segredo do misterioso e nunca mais visto Boo Radley que, por acaso, é seu vizinho. Essa pode parecer apenas uma história qualquer de uma criança qualquer, porém tem raízes bem mais profundas do que uma vida feliz e superficial. Ao ser indicado para um caso de defesa, Atticus Finch se vê sem escolha e deve defender um “preto” acusado de estuprar uma branca. Atticus tem duas opções: ou ir contra seus princípios e largar o caso, ou lidar com uma situação complicada – a de ficar do lado de um negro em pleno século 30. Esse caso não irá apenas mudar a vida do pai de Scout, mas também a dela, que terá que amadurecer antes da hora para poder enfrentar a comunidade conservadora em que vive.
“O Sol é Para Todos” (sendo o título em inglês “To Kill a Mockingbird”), escrito por Harper Lee, sempre foi um livro de meu interesse justamente por ser recomendado por muita gente e de cara considerado um clássico da literatura americana. A tradução que li, escrita por Beatriz Horta, foi muitíssimo bem feita e pude ler sem nenhum problema: o livro fluiu como mágica e em uma  suspirada me via avançar sessenta páginas. O fato do livro ser narrado a partir do ponto de vista de uma criança (uma sacada genial do autor) também ajudou a intensificar todos os sentimentos que ele queria transmitir.
Porém, a história vai além de apenas um julgamento. Os mais importantes acontecimento da vida de Scout durante os 2 anos que passaram foram narrados impecavelmente e o autor no fim conseguiu conectá-los com o julgamento principal, passando uma mensagem que não seria “captada” por uma leitura desatenta. Portanto, leia com atenção, ou melhor: deguste cada pedacinho. Esse livro vale a pena ser lido, pois nos faz realmente refletir sobre algumas atitudes que ainda estão erradas e ainda praticamos.
Se você está procurando por uma viagem no tempo, vai gostar de saber que a história se passa em 1930 – quando o preconceito racial era forte e os costumes, meio que diferentes (tirando o fato de que mulheres ainda se reúnem para fofocar, vizinhos ainda comentam sobre a vida dos outros e algumas “justiças”… bem, talvez não sejam tão justas como gostaríamos que fossem). Eu, particularmente, adoro adentrar em outras culturas e a americana, de algumas décadas atrás, foi muito gostosa de ler.
Conclusão : LEIA! “O Sol é Para Todos” é um livro que qualquer um pode entender; uma leitura fácil, que não requer vocabulário sofisticado, apenas vontade de ler mesmo. Apesar de ser um livro escrito em 1960, aborda temas que (infelizmente) ainda são atuais e estão, sim, presentes na nossa sociedade. Tente, caso saiba inglês, ler o livro no originalzinho mesmo, assim você estará honrando ainda mais o trabalho deste autor tão incrível. Ah! Após devorar as páginas, recomendo dar uma chance ao filme – afinal, não foi à toa que o mesmo ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado!

nota 5

escrito mari