A Guerra dos Mundos

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Título: A Guerra dos Mundos

Autor: H.G. Wells

Editora: L&PM Pocket

Ano de publicação: 2017 (original de 1897)

Páginas: 255 p.

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Sinopse: E se de repente marcianos invadissem a Terra e começassem a eliminar todos os homens que encontrassem pela frente? E se esse fosse pens o primeiro passo para dizimar a civilização O mundo, como conhecido até então, deixaria de existir. As cidades, as organizas políticas e as leis de nada valeriam. Sobreviver se tornaria quase impossível. Este é o universo criado por H.G. Wells em A guerra dos mundos, uma das histórias de ficção científica mais influentes da literatura.

Publicado pela primeira vez em capítulos em 1897 e depois reunido em livro no ano seguinte, um do primeiros romances sobre invasão alienígena inspirou filmes e diversas adaptações, sendo a mais conhecida a transmissão radiofônica de Orson Welles em 1938, até hoje estudada nos cursos de comunicação: milhares de ouvintes americanos teriam entrado em pânico por achar que se tratava de um verdadeiro ataque marciano, tamanho o realismo e a força desta surpreendente narrativa.

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Após a queda de alguns cilindros vindos do espaço, que se revelaram conter marcianos e suas máquinas em seu interior, a Terra se vê em guerra com uma força superior devastadora, que destrói cidades com facilidade e extermina pessoas com seus raios de calor, em conjunto com uma fumaça preta tóxica.

O narrador do livro é um escritor, que no início dos acontecimentos manda sua mulher ir para a casa de seu irmão em razões de segurança. Após um ataque maciço contra as localidades em que se encontra, ele decide se encontrar com sua esposa e inicia uma terrível jornada.

O livro foi escrito no século XIX, portanto, diferente da adaptação para o cinema de 2005, os sobreviventes fogem com carroças e bicicletas; os soldados usam canhões de batalha. A época e local em que o livro ocorre (Inglaterra, fim do século XIX) torna a leitura bastante interessante: uma visão de como seria uma invasão alienígena no passado, no contexto de que nos acostumamos com situações semelhantes ocorrendo na contemporaneidade, geralmente devido aos filmes.

Recomendo a leitura para quem quer presenciar um ataque marciano em uma época diferente, além de ser um clássico da ficção científica. Também recomendo as duas adaptações para o cinema, que ocorrem também em épocas diferentes: a versão de 1953 e a de 2005.

nota 3

escrito paulo

O Clube dos Anjos

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Título: O Clube dos Anjos
Autor: Luis Fernando Verissimo
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 130 p.
Ano de publicação: 1998

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Sinopse: Não é todo dia que se quer ouvir uma crocante fuga de Bach, ou amar uma suculenta mulher, mas todos os dias se quer comer. A fome é o único desejo reincidente, pois a visão, acaba, o poder acaba – Mas a fome continua.
O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Verissimo, é uma insólita e bem-humorada celebração da gula, na série Plenos Pecados. O livro conta a história de dez homens que se entregaram a está afinidade animal, a fome em bando – sem temer a morte. Na verdade, a perspectiva de morrer só aumentaria, para eles, o prazer na comida, e o desafio filosófico da gastronomia: a apreciação que exige a destruição do apreciado.

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Antes de qualquer coisa eu preciso dizer que esse livro me tirou de uma ressaca literária que já durava muito tempo. Há mais de um ano eu não sentia a vontade de ler que sempre tive e, consequentemente, não acabava tão rápido os livros quanto costumava, mas O Clube dos Anjos me fez ler não apenas para matar minha fome de livros, mas também atiçou a minha “gula”.

A estória gira em torno de 10 amigos que mantém jantares mensais um na casa do outro há 21 anos. Ao longo do tempo, os encontros que começaram em uma mesa de bar, tendo como prato principal um picadinho, evoluíram para jantares com pratos sofisticados e fizeram dos dez amigos críticos gastronômicos reconhecidos.

Porém, por ser uma amizade de tantos anos, existem entre eles algumas farpas, e há tempos os jantares já não tinham mais a leveza que costumavam ter. É quando um deles conhece por acaso um cozinheiro – Lucídio – e decide levar ele para cozinhar o próximo jantar.

Certo, até aí tudo bem, mas acontece que na noite após esse jantar, um dos participantes, o André, passa mal e morre de parada-cardíaca. O prato que fora servido era seu favorito, e ele foi o único a repetir. E essa mesma situação se repete a cada mês, participante por participante.

Dá uma agonia imensa ver os amigos morrendo, um por um, e não entender o motivo – Já adianto que eu não me agradei muito com ele, quando finalmente foi revelado. Agonia maior ainda é que eles continuam se encontrando mês a mês, mesmo sabendo o que provavelmente vai acontecer.

Isso me fez ficar pensando sobre um vício: a pessoa sabe que ele faz mal, no entanto continua fazendo pois o prazer que ele dá momentaneamente é grande. Principalmente o fim da estória desencadeia essa reflexão.

Eu só havia lido crônicas do Luis Fernando Verissimo, mas amei demais sua maneira de escrever romances. Como eu disse antes, ele me prendeu de um jeito que há muito um livro já não me prendia, eu acabei ele em um dia e depois disso já engatei outra leitura. Ele me fez voltar a sentir vontade de ler a qualquer hora.

Indico muito, muito, só não dei 5 estrelinhas porque realmente achei que a justificativa do assassino não ficou a altura do desenrolar do mistério.

nota 4

leticia

 

 

Poliana – Resenha

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Título: Poliana

Autor: Eleanor H. Porter

Editora: Ediouro

Ano de Pulicação: 2001

Nº de páginas: 174 p.

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Sinopse: narrativa que impressiona leitores do mundo todo pela intemporalidade de temas que fazem de Poliana uma obra eterna e ainda hoje um grande sucesso, pois resgata valores pessoais como bondade, respeito e solidariedade.
É a comovente história de Poliana, órfã de pai e mãe, que vive muitas dificuldades mas aprende com o pai, um homem sábio, o “jogo do contente", que a fortalece no dia-a-dia. Então o ensina aos outros para transmitir algo bom.
A obra desencadeou nos Estados Unidos e no mundo uma impressionante onda de esperança, otimismo, boa vontade e sensibilidade às questões alheias. Uma verdadeira batalha de humanização!

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Poliana é órfã de mãe desde pequena, e quando perde também seu pai, é levada para morar com sua tia Paulina, uma mulher de muitas posses, mas que é também muito amarga. Acontece que Poliana é uma menina extremamente otimista, que logo cativa a todos com sua alegria e o “jogo do contente”: uma “brincadeira” que consiste em encontrar algo feliz em todas as coisas, mesmo as que parecem não ter nada de bom. Fiquei com uma vontade muito grande de tentar esse jogo, porém a própria Poliana admite em certo momento que é muito mais fácil falar aos outros o que existe de bom no que eles estão passando, do que encontrar algo bom quando nós estamos passando por uma situação difícil.

“É fácil ensinar os inválidos a se sentirem contentes, mas quando isso acontece com a gente, diz ela que é diferente. (…)Ela costumava dizer que o jogo fica mais bonito à medida que fica mais difícil e ela falou que estava errada quando pensava assim.” P.148,149

É muito bonito ver como a Poliana consegue colocar alegria na vida de cada pessoa que encontra, simplesmente mostrando a elas uma coisa boa em situações em que todo mundo só enxerga tristeza. Me fez ficar pensando naquelas pessoas que aparecem pra gente quando não estamos bem e levam os sentimentos ruins embora (muitas vezes sem nem saber que eles existem). Todos nós podemos ser uma “Poliana” na vida de alguém.
A estória do livro é muito cativante e fofa, porém eu achei o final “corrido”. Tem muitas coisas que poderiam ter sido melhor explicadas, poderia ser um livro BEM maior. Eu teria gostado muito de passar mais tempo dentro dessa estória e ter descoberto mais sobre cada um dos personagens.
Não sei o quê, mas algo me lembrou vagamente “Clarissa”, do Érico Veríssimo. Não sei se foi a inocência da Poliana, o fato de ela ir morar com a tia ou a descrição dos vizinhos e amigos, mas eu tive a mesma sensação ao ler. Ainda considero “Clarissa” melhor, mas uma estória lembra a outra.
Eu gosto muito quando encontro um clássico gostoso de ler, pois até um tempo atrás eu fugia dessas leituras porque achava massante. “Poliana” é ótimo pra ler rapidinho, entre dois livros mais “pesados”, porém sem deixar de refletir sobre a vida.

nota 4

leticia

O Sol é Para Todos – Resenha

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Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano de Publicação: 1960
Páginas: 281 p.
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Sinopse: A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
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Jean Louise Finch, ou Scout, como é chamada por conhecidos, vive na pacata cidade de Maycomb, no Alabama. Com seus sete anos, é levada, sapeca e muito curiosa. Vive junto com seu pai, Atticus Finch, seu irmão, Jem Finch e sua “empregada” negra (considerada praticamente uma mãe), Calpúrnia. Como qualquer criança, se mete em aventuras lado a lado com seu irmão e seu amigo Dill, uma delas sendo desvendar o segredo do misterioso e nunca mais visto Boo Radley que, por acaso, é seu vizinho. Essa pode parecer apenas uma história qualquer de uma criança qualquer, porém tem raízes bem mais profundas do que uma vida feliz e superficial. Ao ser indicado para um caso de defesa, Atticus Finch se vê sem escolha e deve defender um “preto” acusado de estuprar uma branca. Atticus tem duas opções: ou ir contra seus princípios e largar o caso, ou lidar com uma situação complicada – a de ficar do lado de um negro em pleno século 30. Esse caso não irá apenas mudar a vida do pai de Scout, mas também a dela, que terá que amadurecer antes da hora para poder enfrentar a comunidade conservadora em que vive.
“O Sol é Para Todos” (sendo o título em inglês “To Kill a Mockingbird”), escrito por Harper Lee, sempre foi um livro de meu interesse justamente por ser recomendado por muita gente e de cara considerado um clássico da literatura americana. A tradução que li, escrita por Beatriz Horta, foi muitíssimo bem feita e pude ler sem nenhum problema: o livro fluiu como mágica e em uma  suspirada me via avançar sessenta páginas. O fato do livro ser narrado a partir do ponto de vista de uma criança (uma sacada genial do autor) também ajudou a intensificar todos os sentimentos que ele queria transmitir.
Porém, a história vai além de apenas um julgamento. Os mais importantes acontecimento da vida de Scout durante os 2 anos que passaram foram narrados impecavelmente e o autor no fim conseguiu conectá-los com o julgamento principal, passando uma mensagem que não seria “captada” por uma leitura desatenta. Portanto, leia com atenção, ou melhor: deguste cada pedacinho. Esse livro vale a pena ser lido, pois nos faz realmente refletir sobre algumas atitudes que ainda estão erradas e ainda praticamos.
Se você está procurando por uma viagem no tempo, vai gostar de saber que a história se passa em 1930 – quando o preconceito racial era forte e os costumes, meio que diferentes (tirando o fato de que mulheres ainda se reúnem para fofocar, vizinhos ainda comentam sobre a vida dos outros e algumas “justiças”… bem, talvez não sejam tão justas como gostaríamos que fossem). Eu, particularmente, adoro adentrar em outras culturas e a americana, de algumas décadas atrás, foi muito gostosa de ler.
Conclusão : LEIA! “O Sol é Para Todos” é um livro que qualquer um pode entender; uma leitura fácil, que não requer vocabulário sofisticado, apenas vontade de ler mesmo. Apesar de ser um livro escrito em 1960, aborda temas que (infelizmente) ainda são atuais e estão, sim, presentes na nossa sociedade. Tente, caso saiba inglês, ler o livro no originalzinho mesmo, assim você estará honrando ainda mais o trabalho deste autor tão incrível. Ah! Após devorar as páginas, recomendo dar uma chance ao filme – afinal, não foi à toa que o mesmo ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado!

nota 5

escrito mari