O Clube dos Anjos

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Título: O Clube dos Anjos
Autor: Luis Fernando Verissimo
Editora: Objetiva
Número de Páginas: 130 p.
Ano de publicação: 1998

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Sinopse: Não é todo dia que se quer ouvir uma crocante fuga de Bach, ou amar uma suculenta mulher, mas todos os dias se quer comer. A fome é o único desejo reincidente, pois a visão, acaba, o poder acaba – Mas a fome continua.
O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Verissimo, é uma insólita e bem-humorada celebração da gula, na série Plenos Pecados. O livro conta a história de dez homens que se entregaram a está afinidade animal, a fome em bando – sem temer a morte. Na verdade, a perspectiva de morrer só aumentaria, para eles, o prazer na comida, e o desafio filosófico da gastronomia: a apreciação que exige a destruição do apreciado.

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Antes de qualquer coisa eu preciso dizer que esse livro me tirou de uma ressaca literária que já durava muito tempo. Há mais de um ano eu não sentia a vontade de ler que sempre tive e, consequentemente, não acabava tão rápido os livros quanto costumava, mas O Clube dos Anjos me fez ler não apenas para matar minha fome de livros, mas também atiçou a minha “gula”.

A estória gira em torno de 10 amigos que mantém jantares mensais um na casa do outro há 21 anos. Ao longo do tempo, os encontros que começaram em uma mesa de bar, tendo como prato principal um picadinho, evoluíram para jantares com pratos sofisticados e fizeram dos dez amigos críticos gastronômicos reconhecidos.

Porém, por ser uma amizade de tantos anos, existem entre eles algumas farpas, e há tempos os jantares já não tinham mais a leveza que costumavam ter. É quando um deles conhece por acaso um cozinheiro – Lucídio – e decide levar ele para cozinhar o próximo jantar.

Certo, até aí tudo bem, mas acontece que na noite após esse jantar, um dos participantes, o André, passa mal e morre de parada-cardíaca. O prato que fora servido era seu favorito, e ele foi o único a repetir. E essa mesma situação se repete a cada mês, participante por participante.

Dá uma agonia imensa ver os amigos morrendo, um por um, e não entender o motivo – Já adianto que eu não me agradei muito com ele, quando finalmente foi revelado. Agonia maior ainda é que eles continuam se encontrando mês a mês, mesmo sabendo o que provavelmente vai acontecer.

Isso me fez ficar pensando sobre um vício: a pessoa sabe que ele faz mal, no entanto continua fazendo pois o prazer que ele dá momentaneamente é grande. Principalmente o fim da estória desencadeia essa reflexão.

Eu só havia lido crônicas do Luis Fernando Verissimo, mas amei demais sua maneira de escrever romances. Como eu disse antes, ele me prendeu de um jeito que há muito um livro já não me prendia, eu acabei ele em um dia e depois disso já engatei outra leitura. Ele me fez voltar a sentir vontade de ler a qualquer hora.

Indico muito, muito, só não dei 5 estrelinhas porque realmente achei que a justificativa do assassino não ficou a altura do desenrolar do mistério.

nota 4

leticia

 

 

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