A Passagem – Resenha

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Título: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 815 p.
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Sinopse: Primeiro, o imprevisível: a quebra de segurança em uma instalação secreta do governo norte-americano põe à solta um grupo de condenados à morte usados em um experimento militar. Infectados com um vírus modificado em laboratório que lhes dá incrível força, extraordinária capacidade de regeneração e hipersensibilidade à luz, tiveram os últimos vestígios de humanidade substituídos por um comportamento animalesco e uma insaciável sede de sangue. Depois, o inimaginável: ao escurecer, o caos e a carnificina se instalam, e o nascer do dia seguinte revela um país – talvez um planeta – que nunca mais será o mesmo. A cada noite a população humana se reduz e cresce o número de pessoas contaminadas pelo vírus assustador. Tudo o que resta aos poucos sobreviventes é uma longa luta em uma paisagem marcada pelo medo da escuridão, da morte e de algo ainda pior. Enquanto a humanidade se torna presa do predador criado por ela mesma, o agente Brad Wolgast, do FBI, tenta proteger Amy, uma órfã de 6 anos e a única criança usada no malfadado experimento que deu início ao apocalipse. Mas, para Amy, esse é apenas o começo de uma longa jornada – através de décadas e milhares de quilômetros – até o lugar e o tempo em que deverá pôr fim ao que jamais deveria ter começado. A passagem é um suspense implacável, uma alegoria da luta humana diante de uma catástrofe sem precedentes. Da destruição da sociedade que conhecemos aos esforços de reconstruí-la na nova ordem que se instaura, do confronto entre o bem e o mal ao questionamento interno de cada personagem, pessoas comuns são levadas a feitose extraordinários, enfrentando seus maiores medos em um mundo que recende a morte.
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Se você procura um suspense pós apocalíptico, com tensão calculada e personagens envolventes, este livro é para você. A história começa, contando um pouco da vida de uma menina de 6 anos, chamada Amy, futuramente, A Garota de Lugar Nenhum. Aquela Que Surgiu, A primeira, Última e Única, a que viveu mil anos (não é Spoiler, está logo no começo). Logo sua história se entrelaça com a do agente Brad Wolgast do FBI, que vai trás dela após ser contatado para convencer 12 criminosos no corredor da morte a participar dos testes de uma pesquisa – com um vírus encontrado por um cientista (infectado Zero), que, modificado em laboratório – busca aumentar a expectativa de vida humana. É importante ressaltar que nenhum personagem é apenas mencionado, ao contrário, é dedicado uma parte inteira apenas para narrar a vida deste personagem – o que levou ele estar ali, e até mesmo a relação dele consigo mesmo; permitindo que o leitor se envolva mais com os acontecimentos dali para frente. Após Brad Wolgast encontrar Amy, uma forte conexão liga os dois, fazendo com queele fuja com a garota, para protege-la das autoridades que querem utiliza-la por fim científicos. Mas não demora muito tempo para que o mundo como conhecemos desapareça em questão de páginas. Com a queda da segurança no laboratório secreto onde os testes estavam sendo feitos, os Doze – que agora já não são mais humanos, e sim criaturas que adquiriram tamanho e força anormal, imortalidade, sensibilidade a luz, além de uma sede por sangue- conseguem se libertar do local iniciando uma carnificina, que transforma todo o território americano e o resto a população em “virais”. Há então uma quebra no tempo, e se passa 92 anos, onde não se há mais contato com o mundo exterior, e o que restou da população (um número muito pequeno) vive isoladas em pequenas colônias cercadas por holofotes, tentando sobreviver dos virais (que chegam ao 40 milhões!). A partir daí, a história começa a acompanhar a vida de 5 jovens, dando destaque ao Peter e Alicia. Na colônia, podemos observar como o que restou da humanidade vive, seguindo regras e funções em meio a um pequeno espaço com recursos limitados. Até mesmo a energia que mantem os holofotes ligados na noite, afastando os virais, está acabando – o que faz com que nó fiquemos apreensivos junto das pessoas, apenas aguardando o momento do ‘blackout’. O livro narra acontecimentos pequenos de pessoas de outros lugares do país (dica: tudo tem uma conexão com a história principal), fazendo com que possamos ver como a situação está em outros lugares, além de descrever tudo com uma narração que de tão cativante torna-se natural (o que acaba sendo irônico, pois até cenas perturbadoras e sangrentas acabam saindo de uma forma natural). Porém, mesmo com a narração cativante, você deve vir preparado para um livro que carrega muitas informações (o que colabora pro realismo da história), coisa que, dependendo do seu costume de leitura, pode se tornar cansativo. Enfim, A Passagem é um livro que te envolve desde a primeira página até a última, o que serve de motivo para já correr até a livraria e começar “Os doze”, segundo livro da trilogia. Eu posso listar inúmeros motivos para A Passagem ser uma história contada de forma única, mas aqui, irei mencionar três:
1. Todos os personagens são importantes, ou o escritor faz você sentir que são.
2. O desenvolver da história acontece no tempo de um século! (Ao longo da
trilogia)
3. Os “monstros” da história não são os tipicamente frios e animalescos, mas ainda mantem uma humanidade e relação com suas vidas que mechem com os sentimentos do leitor.

nota 5

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